Philip Morris, fabricante do Marlboro, coloca a cannabis na mira

Se a Philip Morris optar pela cannabis, isso pode fazer parte da estratégia “Além da Nicotina” da empresa

Depois de manter distância da cannabis, a Philip Morris International, fabricante dos cigarros Marlboro, começa a olhar mais de perto o aquecido mercado.

A empresa analisa fatores como a toxicidade da cannabis, eficácia e diferenças entre as opções farmacêuticas e de consumo, disse o CEO Andre Calantzopoulos à Bloomberg News na terça-feira.

A empresa ainda está estudando o setor porque o mercado é muito novo e não há uma regulamentação sólida, disse o executivo.

“Estamos fazendo todo esse trabalho e um dia determinaremos quais caminhos seguir”, afirmou em entrevista. “Mas nossa prioridade é o que estamos fazendo com nossos produtos sem fumaça, e aí é onde eu ficaria na cannabis.”

Os comentários sugerem uma possível transição para uma empresa que se manteve à margem do mercado de maconha, mesmo com a entrada de outras empresas de cigarros.

Em 2018, a Altria Group, que vende Marlboros nos Estados Unidos, anunciou um investimento na produtora canadense de cannabis Cronos Group; no início deste ano, a British American Tobacco comprou uma participação na Organigram Holdings.

Há cinco anos, a Philip Morris investiu em uma empresa israelense de cannabis medicinal, a Syqe Medical, mas a aposta não estava diretamente relacionada a produtos de maconha.

O pequeno acordo tinha como objetivo garantir os direitos globais exclusivos de tecnologia para dosagem de alta precisão para produtos de tabaco sem fumaça e aplicações de nicotina, disse Corey Henry, porta-voz da Philip Morris.

Se a Philip Morris optar pela cannabis, isso pode fazer parte da estratégia “Além da Nicotina” da empresa, que inclui a adição de botânicos para expandir a oferta de produtos de risco reduzido com novos sabores como cravo, anis-estrelado ou camomila.

Áreas de oportunidade também podem incluir produtos que ajudam a dormir, fornecem energia ou acalmam, disse a empresa no Dia do Investidor em fevereiro.

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