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LAN alerta que pode deixar de operar na Argentina

A informação foi dada pelo diretor de Assuntos Corporativos da LAN, Agustín Agraz, à agência local de notícias Diarios y Noticias (DyN)


	Avião da LAN: o conflito entre a companhia e o governo argentino começou em dezembro, em diferentes autarquias
 (LAN/Divulgação)

Avião da LAN: o conflito entre a companhia e o governo argentino começou em dezembro, em diferentes autarquias (LAN/Divulgação)

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Da Redação

Publicado em 21 de agosto de 2013 às 16h23.

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Buenos Aires - Depois de meses de conflito entre a aérea LAN Argentina e o governo de Cristina Kirchner, a companhia confirmou, nesta quarta-feira, 21, que poderia deixar de operar no país.

A decisão é uma resposta à ordem oficial para que a empresa desocupe, dentro de um prazo de 10 dias, o hangar no qual concentra seu trabalho de manutenção no aeroporto metropolitano Jorge Newbery (Aeroparque). A informação foi dada pelo diretor de Assuntos Corporativos da LAN, Agustín Agraz, à agência local de notícias Diarios y Noticias (DyN).

Ele disse que a operação de LAN Argentina é inviável sem o hangar porque elevaria os custos. "Se tiram a gente do hangar, seremos obrigados a deixar de voar aos 14 destinos da Argentina", alertou.

O executivo lamentou que, nos últimos meses, nenhum funcionário do governo responsável pela política de transporte aeroportuário da Argentina tenha atendido às ligações telefônicas da companhia.

Agraz disse que a companhia recebeu a ordem de despejo ontem, 20, emitida pelo Organismo Regulador do Sistema Nacional Aeroportuário (Orsna) e que vai apresentar recurso legal contra a medida.

"Recorreremos à justiça para fazer valer nossos direitos. Temos um contrato assinado até 2023 pelo hangar e nossa base de manutenção até o ano 2023, com um investimento de US$ 5 milhões e royalties mensais de US$ 20 mil", afirmou.

O conflito entre a companhia e o governo começou em dezembro, em diferentes autarquias. A primeira foi com a Intercargo, estatal que presta serviços de handling aos aeroportos do país, que reclamou uma dívida milionária da LAN. Durante o embate, a LAN foi obrigada a cancelar uma série de voos por falta dos serviços.

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