Negócios

JPMorgan paga US$ 2,42 bilhões para encerrar litígios

No primeiro acordo, o JPMorgan Chase aceitou pagar 1,42 bilhão de dólares para resolver os casos ligados à falência do Lehman Brothers em 2008


	JPMorgan: o maior banco americano, cujas filiais eram clientes do Lehman Brothers, foi acusado de ter excedido suas atribuições
 (Carl Court/AFP)

JPMorgan: o maior banco americano, cujas filiais eram clientes do Lehman Brothers, foi acusado de ter excedido suas atribuições (Carl Court/AFP)

DR

Da Redação

Publicado em 27 de janeiro de 2016 às 08h59.

Priorizar nos meus resultados Google

O banco americano JPMorgan Chase concluiu dois acordos pelos quais aceitou pagar 2,42 bilhões de dólares para resolver julgamentos ligados à crise financeira de 2008.

No primeiro acordo, divulgado na véspera, o JPMorgan Chase aceitou pagar 1,42 bilhão de dólares para resolver os casos ligados à falência do Lehman Brothers em 2008.

O maior banco americano, cujas filiais eram clientes do Lehman Brothers, foi acusado de ter excedido suas atribuições ao fazer pagamentos rápidos antes da famosa falência da instituição nova-iorquina que desestabilizou o sistema financeiro mundial.

Fundos de investimento ligados ao JPMorgan concederam empréstimos ao Lehman Brothers através de complexos produtos financeiros e exigiram recuperá-los de forma antecipada, enquanto se agravava a situação do banco de investimentos.

Ao fazer isso, se anteciparam a outros emprestadores, o que contribuiu para a aceleração da falência.

Depois deste primeiro acordo, os administradores judiciais do Lehman Brothers anunciaram que vão pagar 1,496 bilhão de dólaers a outros credores do banco.

O segundo acordo prevê que o JPMorgan pague cerca de um bilhão de dólares à Ambac, uma seguradora monoline (que atua como avalista das emissões financeiras), atingida pela crise dos "subprime" (créditos de risco).

Ambac acusava o banco Bear SStearns, comprado em 2008 pelo JPMorgan, de ter vendido uma carteira de empréstimos hipotecários tóxicos (RMBS, dirigidos a compradores com baixa solvência), um mercado que afundou, provocando perdas astronômicas aos compradores e aos avalistas finais da seguradora.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasBancosEmpresas americanasCrise econômicaFinançasJPMorganbancos-de-investimento

Mais de Negócios

De olho na geração fitness, empresa aposta em cerveja proteica e mira 100 lojas

Marca de joias que fatura R$ 100 milhões quer dobrar rede de lojas no Brasil

O que a compra de US$ 17 bilhões da DoorDash sinaliza sobre o futuro do delivery

Gigante escondida no interior de SP fatura R$ 8 bilhões e investe R$ 1 bilhão no Brasil