GOL tem prejuízo R$ 631 milhões no 4º trimestre

A GOL teve prejuízo líquido acima do esperado no 4º trimestre, sob impacto da variação cambial e perdas com derivativos

Rio de Janeiro - A GOL teve prejuízo líquido acima do esperado no quarto trimestre, sob impacto da variação cambial e perdas com derivativos, enquanto espera um resultado operacional positivo em 2015.

A companhia aérea informou nesta segunda-feira que seu prejuízo entre outubro e dezembro foi de 631 milhões de reais, ante um resultado negativo de 19,3 milhões de reais um ano antes. A média das estimativas de analistas apontava prejuízo de 227,5 milhões de reais.

O resultado foi pressionado pela variação cambial de 426 milhões de reais somada aos 443 milhões de reais de perdas com derivativos, disse a GOL em seu relatório de resultados. No fechado do ano, o prejuízo da GOL chegou a 1,1 bilhão de reais, ante prejuízo de 724,6 milhões de reais em 2013.

"A elevada liquidez e o adequado perfil de amortização de dívidas, associado a uma reserva de ativos, criam condições de robustez financeira para enfrentar este período", disse o presidente da companhia, Paulo Kakinoff, no relatório de resultados. A receita líquida da GOL no quarto trimestre ficou praticamente estável ante 2013, com leve alta de 0,1 por cento, a 2,729 bilhões de reais. Os custos e despesas operacionais caíram 0,3 por cento, para 2,558 bilhões de reais. Já o Ebitda(sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) caiu 22,9 por cento no período, a 264,8 milhões de reais. Em 2015, a GOL estima uma taxa de câmbio média de 3,15 a 2,95 reais.

A companhia projeta oferta doméstica estável para 2015, reiterando sua estratégia de racionalização da oferta. O resultado operacional deve ser positivo em 2015, com uma margem operacional entre 2 e 5 por cento, estimou a empresa em fato relevante nesta segunda-feira.

A GOL disse, ainda, que o cenário econômico adverso pode levar a revisão trimestral de suas projeções financeiras, "visando a incorporar a evolução de seu desempenho operacional e eventuais mudanças nas tendências de taxa de juros, câmbio, PIB (Produto Interno Bruto) e petróleo".

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