Taesa bate recorde na Bolsa com dividendos de R$ 1,36 por unit e balanço

Units da companhia chegaram a disparar 6% no melhor momento do dia; carteira Exame Dividendos reafirma posição nos papéis após números

A Taesa (TAEE11) dispara cerca de 4% na Bolsa nesta quinta-feira, 12, renovando seu recorde histórico, em meio ao anúncio de que vai pagar dividendos de 1,36 real por unit no fim do mês e balanço do terceiro trimestre. Às 13h32, os papéis da companhia subiam 3,89%, sendo cotadas a 31,81, no maior patamar intradiário já registrado no mercado. Na máxima do dia, registraram alta de 6,33%, em 32,56.  

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No radar, a companhia reportou ontem à noite lucro líquido de 631,9 milhões de reais, crescimento de 77% na comparação anual, enquanto a receita líquida operacional atingiu 941,2 milhões de reais, avanço de 57% frente a um ano antes.  

Segundo Bruno Lima, analista da Exame Research, o resultado veio relativamente bom, mas a grande questão mesmo foi o anúncio dos proventos, com índices bastante elevados.  

Adicionalmente ao balanço, a empresa anunciou ontem que vai pagar 1,19237 real por unit em dividendos intercalares e 0,16956 por unit em juros sobre capital próprio, totalizando um valor por papel de 1,36194 real em proventos. O valor representa um retorno por ação, ou dividend yield (que é dado pela divisão dos dividendos pelo preço atual da ação) de 4,5% no trimestre. “Um nível bastante elevado. No acumulado dos nove meses de 2020, o indicador já chega a expressivos 9,4%”, destaca Lima.

O pagamento vai ser realizado no dia 25 de novembro, com as units passando a ser negociadas ex-proventos a partir de 17 de novembro. 

Considerada como grande pagadora de dividendos, com receitas previsíveis e reajustadas pela inflação, a unit da companhia faz parte da carteira Exame Dividendos de novembro, assinada por Lima. Após os números, o analista reafirmou a posição no portfólio. Nos preços atuais, a projeção é que a companhia entregue um dividend yield de mais de 11% para 2021 e taxa interna de retorno real de 7,5%, aponta.  

Em termos de payout (a relação entre os proventos pagos e o lucro líquido), o analista ressalta que a Taesa tem um indicador de 91,4% no acumulado do ano, e, desde 2013, a companhia só encerrou um exercício com payout abaixo de 90%. Isso foi em 2018, quando ficou em 89,9%, diz.  

Ainda sobre o balanço, ele comenta que, olhando pelo lado financeiro, o resultado ficou ligeiramente abaixo das expectativas, mas nada que altere a visão construtiva para a empresa. Um ponto positivo foi a geração de caixa operacional, que fechou o trimestre positiva em 308 milhões de reais. “Por mais que a dívida líquida da Taesa tenha avançado para 4,62 bilhões de reais, há conforto na gestão das disponibilidades e do endividamento, com 90% dos compromissos assumidos pela empresa com vencimento no longo prazo”, explica. 

Em relatório, analistas do Credit Suisse comentaram que o resultado operacional da Taesa veio em linha, favorecido pelos ativos novos, mas que o lucro foi prejudicado pelo resultado financeiro. Segundo eles, a companhia apresentou bons resultados operacionais regulatórios, em linha com suas estimativas, com base nos ativos adquiridos, receita de reforço e novos ativos consolidados, assim como ajuste anual favorável da RAP (Receita Anual Permitida) pela inflação.

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