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Fim do fator previdenciário pode ameaçar títulos públicos

Títulos da dívida pública denominados em reais caíram 5,3% nos últimos 12 meses

Notas: o governo reduziu a taxa básica de juros em 4,5% desde agosto, a maior queda entre os países do Grupo dos 20 (Germano Lüders/Você S/A)

Notas: o governo reduziu a taxa básica de juros em 4,5% desde agosto, a maior queda entre os países do Grupo dos 20 (Germano Lüders/Você S/A)

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Da Redação

Publicado em 18 de julho de 2012 às 08h35.

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Brasília/São Paulo - A pressão de congressistas para acabar com o fator previdenciário, responsável por uma economia de R$ 44 bilhões aos cofres públicos, alimenta receios de que a desvalorização dos títulos do Brasil ainda não tenha terminado.

Títulos da dívida pública denominados em reais caíram 5,3 por cento nos últimos 12 meses, em comparação com a valorização de 9,5 por cento dos títulos em pesos colombianos e de 23,2 por cento dos papéis das Filipinas em moeda local.

A proposta de acabar com o fator previdenciário, que há 12 anos ajusta para baixo o valor pago a quem se aposenta mais cedo, vem num momento em que investidores questionam os esforços do governo da presidente Dilma Rousseff para incentivar o crescimento econômico. O governo reduziu a taxa básica de juros em 4,5 pontos percentuais desde agosto, a maior queda entre os países do Grupo dos 20. Ao mesmo tempo, adotou medidas para enfraquecer o real e proteger a indústria nacional. Descartar a regra concretizaria o fraco desempenho da dívida brasileira, disse Marcelo Fonseca, economista do M Safra & Co Dtvm SA.

“Seria um grande passo para trás em termos consolidação fiscal no Brasil”, disse Fonseca em entrevista por telefone de São Paulo. “É uma péssima idéia.”

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