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Ex-vice-presidente de RH da Microsoft revela 3 formas de usar IA no trabalho e o que evitar (Magnific)
Jornalista
Publicado em 19 de outubro de 2026 às 15h00.
Última atualização em 19 de outubro de 2026 às 15h06.
A inteligência artificial pode ajudar profissionais a analisar decisões, compreender documentos extensos e organizar tarefas acumuladas. Para Chris Williams, ex-vice-presidente de Recursos Humanos da Microsoft, essas aplicações estão entre as maneiras mais úteis de incorporar a tecnologia à rotina profissional.
Em artigo publicado pelo Business Insider em 19 de outubro de 2026, Williams compartilhou três formas de usar ferramentas de IA no trabalho. Ele também destacou uma atividade que evita delegar completamente aos sistemas: o envio automático de mensagens e documentos sem revisão humana.
Uma das recomendações de Williams é utilizar a inteligência artificial como uma segunda opinião, em vez de delegar a ela a elaboração completa de um argumento ou a tomada de decisões.
A proposta é pedir que a ferramenta examine uma ideia, identifique falhas no raciocínio e apresente perspectivas que o profissional talvez não tenha considerado. Uma pergunta sugerida pelo executivo é: “O que estou deixando passar?”.
Na prática, alguém que esteja preparando uma apresentação para a liderança pode solicitar que a IA identifique possíveis objeções, inconsistências nos argumentos e perguntas difíceis que podem surgir durante a reunião.
A estratégia também pode ajudar na preparação para negociações e conversas com colegas. O objetivo não é aceitar todas as sugestões do sistema, mas ampliar a análise antes de decidir.
Williams ressalta, porém, que os modelos podem tender a concordar com o usuário. Por isso, recomenda solicitar explicitamente críticas e contrapontos, em vez de pedir apenas uma avaliação genérica.
A segunda aplicação é usar a inteligência artificial para sintetizar informações complexas. Relatórios longos, documentos internos, transcrições de reuniões e respostas excessivamente detalhadas podem dificultar a identificação dos pontos principais.
Nesses casos, o profissional pode pedir um resumo com as decisões tomadas, os argumentos centrais, os riscos identificados e as ações necessárias. Também é possível definir limites, como cinco tópicos ou um parágrafo de até 100 palavras.
A ferramenta pode, por exemplo, transformar uma transcrição extensa de reunião em uma síntese dos assuntos discutidos e das pendências. Isso facilita a consulta posterior e ajuda a localizar informações relevantes.
O cuidado está em não confundir síntese com compreensão completa. Segundo Williams, o resumo gerado pela IA serve como ponto de partida, mas não substitui a leitura do documento original quando os detalhes são importantes.
Em contratos, análises financeiras e decisões estratégicas, uma informação omitida pode alterar a interpretação. Por isso, confira os trechos originais antes de utilizar o conteúdo em uma decisão profissional.
A terceira recomendação envolve atividades operacionais, como classificar arquivos, filtrar informações e organizar documentos. São tarefas que consomem tempo e podem ser facilitadas por ferramentas capazes de analisar grandes volumes de dados.
Williams cita como exemplo a revisão dos arquivos que pretendia transferir para um novo computador. Com a ajuda da IA, identificou programas, configurações e documentos antigos que não precisava manter.
O mesmo princípio pode ser aplicado a uma caixa de entrada com milhares de e-mails ou a uma pasta compartilhada cheia de versões repetidas de documentos.
Em vez de autorizar a ferramenta a apagar arquivos indiscriminadamente, o profissional pode pedir uma lista organizada por relevância, data, tipo ou possível duplicidade. Depois, revisa as sugestões e decide o que deve ser mantido.
A orientação é usar a IA para preparar a organização, preservando a supervisão humana nas ações definitivas.
Williams afirma que não permite que sistemas de inteligência artificial enviem automaticamente e-mails, mensagens de texto ou documentos sem sua revisão cuidadosa.
A preocupação é que uma ferramenta possa executar uma tarefa com rapidez, mas ainda assim cometer erros de interpretação, selecionar destinatários inadequados ou transmitir informações incorretas. Em um ambiente profissional, essas falhas podem afetar relações com clientes, colegas e parceiros.
Por isso, a recomendação é separar a preparação da execução. A IA pode ajudar a organizar informações, sugerir uma resposta ou identificar pendências, mas o usuário deve conferir o resultado antes de autorizar o envio ou uma ação irreversível.
Essa lógica também se aplica a decisões que envolvem dados confidenciais. É necessário respeitar as políticas da empresa e verificar quais informações podem ser compartilhadas com cada ferramenta.
As três aplicações destacadas por Williams têm um ponto em comum: usar a tecnologia como apoio, não como substituta do julgamento humano. A IA pode ajudar a identificar falhas, reduzir o volume de informações e organizar tarefas repetitivas, mas seus resultados precisam ser avaliados conforme o contexto.
Para aplicar essas possibilidades, o profissional pode começar por uma atividade específica, definir o resultado esperado e comparar o material produzido pela ferramenta com as informações originais. Também deve verificar a precisão das respostas e manter o controle sobre decisões e ações relevantes.