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Haribo conta jujubas após encerrar fábrica no Brasil

Após decidir fechar sua única operação na América Latina, companhia alemã promete manter presença e estuda um novo modelo para operar no país

 (Haribo)
(Haribo)
Pedro Gil

Pedro Gil

Editor do Exame INSIGHT

Publicado em 17 de julho de 2026 às 17:03.

Última atualização em 17 de julho de 2026 às 17:09.

A Haribo, fabricante alemã de balas de goma, anunciou em abril o encerramento das operações industriais da unidade de Bauru (SP), que deve concluir a produção até o fim deste mês. Cerca de 150 funcionários serão afetados.

Em comunicado oficial, a companhia justificou o movimento por questões de competitivdade, ambiente de negócios desafiador e sustentabilidade da operação brasileira. A Haribo não detalhou números financeiros nem informou prejuízos. Inaugurada em 2016, a operação era a única da companhia na América Latina — a primeira fábrica fora da Europa.

Um passo atrás...

Apesar do anúncio, a Haribo garante que o Brasil segue sendo um mercado relevante e que continuará atuando localmente por meio de importações. Com o fim das operações marcado para os próximos dias, a companhia entra no que chama de "período de transição". "Estamos trabalhando na avaliação de alternativas e modelos para a continuidade do atendimento ao mercado brasileiro", diz a companhia em nota. "Agora a Haribo avança na escolha do melhor modelo futuro de atuação no país e na definição do respectivo plano de implementação necessárias para uma operação sustentável e competitiva", completa.

... para dar dois à frente

O contraste ajuda a explicar que a decisão da Haribo não reflete uma retração do mercado brasileiro de balas de gelatina, mas uma dificuldade específica da operação local. Embora a fabricante alemã tenha um faturamento global estimado entre € 1,7 bilhão e € 2 bilhões — cerca de quatro vezes maior que os € 470 milhões da espanhola Fini em 2023 —, foi a concorrente menor que conseguiu transformar o Brasil em seu principal mercado. Hoje, a Fini detém cerca de 75% do segmento de balas de gelatina, produz em Jundiaí (SP) para abastecer a América Latina e continua ampliando sua capacidade industrial. Nos últimos anos, a companhia investiu cerca de R$ 300 milhões na fábrica e já anunciou outros R$ 100 milhões para expansão. O recuo, portanto, é estratégico.

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Pedro Gil

Pedro Gil

Editor do Exame INSIGHT

Jornalista com mais de 10 anos de experiência na cobertura de negócios e finanças. Passou pelas redações de Veja, onde foi editor da coluna Radar Econômico, e CMA. Contato em pedro-b.gil@exame.com

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