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Resiliência climática: parceria do Airbnb com o WWF-Brasil pretende preservar os corais brasileiros

Fundo Comunitário do Airbnb doa 500 mil de dólares ao WWF-Brasil, parte desse dinheiro será destinado ao projeto Coralizar com foco na preservação das espécies coral-de-fogo e coral couve-flor

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Preservação dos corais: Projeto do WWF-Brasil receberá o apoio do Airbnb com uma doação de US$ 500 mil (WWF-Brasil/Reprodução)

Preservação dos corais: Projeto do WWF-Brasil receberá o apoio do Airbnb com uma doação de US$ 500 mil (WWF-Brasil/Reprodução)

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Fernanda Bastos

Publicado em 31 de janeiro de 2023 às, 17h00.

Última atualização em 2 de fevereiro de 2023 às, 14h48.

Os corais são os ecossistemas mais importantes para os oceanos, sendo essenciais para 25% das espécies marinhas. Um dos três maiores sistemas de corais do mundo está na costa brasileira. A barreira de corais brasileira se estende por mais de 130 km, entre os estados de Alagoas e Pernambuco, segundo o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade). Também conhecida como Costa dos Corais, ela difere da Grande Barreira de Corais da Austrália, a maior do mundo, pois, no Brasil, a maior parcela dos corais está em águas profundas e só são observados por mergulho, vídeos e imagens ou uso de satélites.  

Esses sistemas extremamente importantes para a vida no planeta, no entanto, estão ameaçados pelo chamado branqueamento – estima-se que 33% de espécies estão ameaçadas , segundo a lista vermelha da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza). Com o aumento da temperatura terrestre, 70 a 90% dos corais correm riscos, de acordo com o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas). 

Pensando nisso, o WWF-Brasil, ONG de proteção ambiental, em parceria com a startup Biofábrica de Corais, o Instituto Nautilus e universidades, criaram a iniciativa Coralizar, que tem como objetivo proteger a biodiversidade e os animais presentes na barreira de corais brasileira, principalmente das espécies coral-de-fogo e coral couve-flor. O projeto, a partir deste ano, ganhará o apoio do Airbnb, plataforma de aluguel de casas por temporada, que doará cerca de 2,5 milhões de reais (500 mil dólares) para a inciativa. O valor é parte de uma doação de 10 milhões de reais (2 milhões de dólares) para projetos do WWF em vários países da América Latina. Destes 2 milhões, 500 mil dólares foram para a WWF-Brasil, com o projeto Coralizar.

“Nós sabemos que o turismo está cada vez mais presente no dia a dia das pessoas. E o Airbnb ajuda para que o turismo seja mais democratizado, mais descentralizado. E com isso, vem uma responsabilidade grande para ajudar um ambiente onde os turistas vão e ajudar a comunidade de anfitriões e hóspedes a entenderem e apreciarem o próprio ambiente, onde eles estão”, afirma afirma Aleksandra Ristovic, líder  de Parcerias de Políticas Públicas do Airbnb na América Latina.

De acordo com o WWF-Brasil, o projeto tem algumas etapas: coleta de fragmentos dos corais dispostos ao longo dos recife, reabilitação em berçários e devolução ao recife e monitoramento. Segundo Ristovic, o projeto Coralizar, além de se preocupar com a preservação dos animais, trata de sustentabilidade e resiliência climática, visto que preservar essas espécies auxilia na autorregulação dos mares e oceanos. 

O piloto do projeto começou em Porto de Galinhas, em Pernambuco e, a partir dele, será possível escalar a iniciativa para outros locais. A expectativa neste ponto inicial, segundo Ristovic, é escalar o projeto para mais dois municípios, preservar 6 mil corais até 2024 e ter uma unidade de preservação em cada estado do Nordeste até 2030. 

“O propósito do Airbnb sempre foi conectar as pessoas com a comunidade. Pensando no Brasil, um país que tem muita biodiversidade, escolhemos o projeto Coralizar porque muitas pessoas quando pensam no Brasil, pensam nas praias. Então, temos a responsabilidade de gerar conscientização. Queremos que os turistas entendam sobre a biodiversidade e conservação. No futuro, pretendemos ajudar com experiências de turismo regenerativo”, conclui Ristovic.  

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