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Investir na saúde das mulheres pode impulsionar US$ 1 trilhão anualmente até 2040

De acordo com relatório do Fórum Econômico Mundial, o cuidado voltado a saúde das mulheres ao redor do mundo é um motor econômico de desenvolvimento para todas as pessoas

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Saúde da mulher: investimentos nessa área da ciência podem ajudar a movimentar trilhões de dólares na economia (Tom Werner/Getty Images)

Saúde da mulher: investimentos nessa área da ciência podem ajudar a movimentar trilhões de dólares na economia (Tom Werner/Getty Images)

A resolução de questões ligadas à saúde das mulheres pode fazer com que a economia global movimente US$ 1 trilhão todos os anos até 2040, é o que diz o relatório Closing the Women’s Health Gap: A $1 Trillion Opportunity to Improve Lives and Economies do Fórum Econômico Mundial, em parceria com o Instituto de Saúde McKinsey.

A redução da disparidade na saúde das mulheres pode permitir que 3,9 bilhões de mulheres vivam de forma com maior qualidade de vida, além de permitir que pelo menos 1 trilhão de dólares circulasse anualmente – visto que tendo melhores condições de saúde, as mulheres podem contribuir e expandir a sua participação na força de trabalho, gerando maior produtividade econômica.

"A redução da disparidade ocasionaria na diminuição das mortes precoces e dos problemas de saúde. Por outro lado, a produtividade aumentaria e um maior impacto seria gerado a partir da saúde das mulheres, evitando 24 milhões de anos de vida perdidas e aumentando a produtividade econômica em até US$ 400 bilhões”, afirma Lucy Pérez, sócia sênior da McKinsey e líder do Instituto de Saúde McKinsey nos EUA, no documento. 

Com o aumento da expectativa de vida de 30 anos em 1800 para 73 anos em 2018, pode-se afirmar que a sociedade teve ganhos consideráveis no ramo da saúde. Mas a situação ainda é mais complexa para as mulheres quando comparada aos homens. O recorte de gênero faz com que as mulheres gastem, em média, nove anos de suas vidas lidando com problemas de saúde, que afetam a capacidade produtiva e habilidades ligadas à atividade profissional, além da qualidade de vida.

O estudo aponta ainda as 10 principais condições que representam mais de 50% do impacto no PIB global, como por exemplo: Síndrome pré-menstrual, transtornos depressivos, enxaqueca, doenças ginecológicas, transtornos de ansiedade, doença cardíaca isquêmica, osteoartrite, asma, transtornos por uso de drogas e câncer do ovário. Ou seja, destacando as necessidades e potenciais não atendidos para resolver as disparidades na saúde. 

A resolução de questões de saúde ligadas à síndrome pré-menstrual, por exemplo, pode impactar o PIB em US$ 115 bilhões, seguido de US$ 100 bilhões em questões ligadas aos transtornos depressivos, US$ 80 bilhões por conta de enxaqueca, US$ 69 bilhões por solucionar doenças ginecológicas e US$ 47 bilhões por transtornos de ansiedade.

Na América Latina, as duas condições na saúde feminina que mais impactam o PIB são: síndrome pré-mentrual e depressão. Segundo o estudo, a região conta com poucas estruturas para saúde das mulheres e contribuí 1,5% à lacuna de gênero em relação ao PIB das mulheres. 

“Todas as pessoas no planeta são afetadas pela lacuna na saúde das mulheres, quer elas saibam disso ou não. Quando consideramos o impacto da lacuna de gênero, não estamos falando apenas da vida das mulheres, mas das nossas comunidades e do mundo em geral”, diz Pérez.

Espaço para esforços colaborativos

“A saúde da mulher tem sido pouco pesquisada e as mulheres enfrentam diferentes desafios em termos de acessibilidade e acesso ao tratamento. Esta lacuna na saúde cria sofrimento e perdas econômicas evitáveis”, afirma o documento. 

O relatório pontua cinco frentes de atuação para uma abordagem mais equitativa, como o investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D) centrada em mulheres, o fortalecimento de análise de dados com recorte de gênero, melhorias no acesso aos cuidados específicos, incentivo em investimentos, inovação para as mulheres e políticas para o apoio de mulheres nos negócios. 

Investimentos na saúde das mulheres

Mesmo com os desafios presentes no cenário atual, os investimentos em saúde da mulher estão aumentando, principalmente por meio das ferramentas tecnológicas e digitais. “Investimentos em private equity e capital de risco em saúde das mulheres estão começando a crescer rapidamente à medida que oportunidades na saúde da mulher se tornam mais claras e mais startups femininas de tecnologia surgem”, diz o estudo. 

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