ESG

Citi amplia política de nome social em cartão de débito nos EUA

O banco lançou um projeto semelhante para cartões de crédito com o Mastercard em outubro de 2020 e mais de 31.000 pessoas já o utilizaram, de acordo com comunicado enviado por e-mail

Direito de identidade: retificação de nome e gênero para pessoas trans (nito100/Getty Images)

Direito de identidade: retificação de nome e gênero para pessoas trans (nito100/Getty Images)

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Bloomberg

Publicado em 30 de agosto de 2022 às 14h37.

O Citigroup disse que os titulares de contas nos EUA poderão escolher o primeiro nome usado em seus cartões de débito sem necessidade de uma mudança legal de nome, expandindo uma política que oferece suporte a clientes trans e não binários.

O banco lançou um projeto semelhante para cartões de crédito com o Mastercard em outubro de 2020 e mais de 31.000 pessoas já o utilizaram, de acordo com comunicado enviado por e-mail.

“Esta é mais uma maneira de ajudarmos nossos clientes a serem mais autênticos”, disse Craig Vallorano, diretor de banco de varejo no Citi. “Estamos empolgados em dar mais um grande passo rumo ao compromisso de manter nosso banco e nossas agências como ambientes seguros e inclusivos.”

Os principais bancos estão intensificando medidas públicas pela inclusão de clientes e funcionários trans. O HSBC planeja parar de coletar dados sobre o gênero de seus clientes, enquanto o Banco de Montréal tornou-se a primeira instituição financeira no Canadá a permitir que pessoas não-binárias usem seus nomes sociais em cartões de crédito. O banco britânico Halifax convidou os clientes a deixarem o banco se estiverem descontentes com funcionários exibindo os pronomes em seus crachás.

Após o anúncio do Citi, “esperamos que mais organizações sigam seu exemplo”, disse Matt Cameron, fundador e diretor-gerente global da LGBT Great, que trabalha com empresas como Citi e BlackRock. No ano passado, 96% dos líderes LGBT+ nas empresas-membro da organização disseram que a inclusão trans e não binária deveria ser uma prioridade em 2022, mas apenas 32% achavam que sua companhia estava bem nisso, disse ele.

 

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