Capacidade de energia a carvão cai pela primeira vez. É o início do fim?

Fechamento de usinas supera a abertura de novas unidades, apesar da aceleração da China no setor. Queda marca ponto de inflexão do combustível fóssil

A capacidade global de energia a carvão caiu pela primeira vez no primeiro semestre de 2020 diante do maior número de fechamentos de usinas e projetos suspensos devido à pandemia de coronavírus.

O fechamento de usinas, especialmente na Europa e nos Estados Unidos, superou a abertura de unidades, das quais mais de 60% estavam na China, de acordo com relatório da Global Energy Monitor. A queda líquida de 2,9 gigawatts pode ser pequena — pouco mais de 0,1% da capacidade mundial de geração a carvão —, mas marca um ponto de inflexão na queima do combustível fóssil mais poluente para produzir eletricidade.

“A pandemia de covid-19 interrompeu o desenvolvimento de usinas a carvão no mundo todo e oferece uma oportunidade única para os países reavaliarem seus planos de energia futuros e escolherem o caminho de custo ideal, que é substituir a energia a carvão por energia limpa”, disse Christine Shearer, diretora do programa para carvão da Global Energy Monitor.

À medida que economias desenvolvidas na Europa e na América do Norte migram cada vez mais para fontes de energia mais limpas, empresas de mineração miram países asiáticos de rápido crescimento para impulsionar a demanda por combustíveis fósseis poluentes. Ainda assim, a demanda mundial por carvão deve registrar a maior queda anual desde a Segunda Guerra Mundial, sob o impacto da pandemia sobre a atividade econômica, segundo previsão feita em abril pela Agência Internacional de Energia.

O ritmo de construções na Ásia está diminuindo. Países como Bangladesh e Vietnã avaliam limitar ou adiar novas usinas de carvão, de acordo com a Global Energy Monitor, que reúne informações de fontes públicas, como artigos na mídia e agências não governamentais.

A expansão da energia a carvão da China agravaria o excesso de capacidade, de acordo com o relatório, citando um estudo da Universidade de Maryland segundo o qual a taxa de utilização média das usinas a carvão do país poderia cair para 45% até 2025.

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