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Ilan Goldfajn, presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), anunciou que a instituição será um dos primeiros bancos multilaterais de desenvolvimento a triplicar os investimentos em projetos de financiamento de combate às mudanças climáticas. Com isso, o BID atende a um chamado dos líderes do G20, feito em setembro passado, de triplicar os financiamentos climáticos.

O total destinado pelo banco à sustentabilidade será de US$ 150 bilhões na próxima década. Nos últimos 10 anos, o montante foi de US$ 50 bilhões. Cogita-se, segundo a nota, a recapitalização antecipada por meio do seu braço do setor privado, o BID Invest.

"Estamos colocando a ação sobre o clima e a natureza no centro do Grupo do BID", afirmou Goldfajn, na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP28), em Dubai.

Entre os projetos beneficiados, segundo a carta, estão a conservação do arquipélago de Galápagos, no Equador (US$ 1,2 bilhão), os pequenos e microempreendedores sustentáveis na Amazônia brasileira (US$ 750 milhões), a reforma do sistema de drenagem e contenção de encostas, no Recife (US$ 350 milhões)

O anúncio do BID representará um aumento do financiamento climático direto e mobilizado para a América Latina e o Caribe, expandindo o trabalho do banco em bens públicos globais, como a Amazônia, catalisando o envolvimento do setor privado e desenvolver novos instrumentos financeiros para que o banco possa mobilizar mais capital para a ação climática, segundo o presidente.

No próximo ano, o BID ocupará a presidência dos Grupos de Bancos Multilaterais de Desenvolvimento (BMDs) e de Chefes de Bancos Regionais de Desenvolvimento (RRDs). As instituições são fundamentais para o cumprimento do objetivo do G20 de reformular a arquitetura financeira global para enfrentar adequadamente as mudanças climáticas, explicou o banco por meio de nota.

"Nossas prioridades de reforma incluem o foco em fazer com que os BMDs funcionem melhor como um sistema, harmonizando nossos padrões e processos, e a coordenação contínua em projetos climáticos e naturais. Além disso, continuaremos a liderar o trabalho sobre inovações financeiras, bem como a envolver a participação do sector privado no financiamento do clima e da natureza. O objetivo é ajudar os BMD a atingir a escala e o impacto necessários para enfrentar os desafios atuais", declarou Goldfajn.

Sem amarras, recursos chegariam a US$ 4 trilhões

Nesta semana, a BlackRock Investment Institute divulgou um estudo no qual aponta que uma reforma das instituições financeiras públicas viabilizaria a liberação de até US$ 4 trilhões adicionais para ajudar os mercados emergentes no enfrentamento das consequências das mudanças climáticas.

A reformulação de BMD, como o Banco Mundial, permitiria usar melhor o capital disponível hoje e aumentar os financiamentos climáticos para os mercados emergentes, que hoje sofrem com a escassez de recursos, aponta a BlackRock, maior gestora de ativos do mundo.

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