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Taxa de desemprego cai para 7,6% em outubro; número de pessoas ocupadas chega a 100 milhões

A população ocupada no Brasil foi de 100,2 milhões de pessoas, e atingiu o seu maior contingente desde o início da série histórica, no 1º trimestre de 2012

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Mutirão Nacional do Emprego da UGT (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Mutirão Nacional do Emprego da UGT (Rovena Rosa/Agência Brasil)

A taxa de desemprego ficou em 7,6% no trimestre encerrado em outubro de 2023. O resultado representa uma redução de 0,3 ponto percentual em relação aos três meses anteriores. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quinta-feira, 30 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A expectativa do mercado financeiro era de uma taxa de 7,7%. 

Essa foi a menor taxa de desocupação desde o trimestre encerrado em fevereiro de 2015, quando ficou em 7,5%. A população desocupada chegou a 8,3 milhões de pessoas, menos 261 mil, ou 3,6%, do que no trimestre anterior. 

A população ocupada foi de 100,2 milhões de pessoas, o maior contingente desde o início da série histórica, no 1º trimestre de 2012. O número é 0,9% maior que do trimestre anterior e 0,5% acima do mesmo período de 2022, com mais de 545.000 pessoas empregadas. 

Com isso, o nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi estimado em 57,2%, alta de 0,4 p.p. frente ao trimestre de maio a julho. “A população ocupada segue tendência de aumento que já havia sido observada no trimestre anterior”, disse Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, em nota. 

Taxa de desemprego no Brasil em outubro de 2023

  • A taxa de desemprego no Brasil ficou em 7,6no trimestre de agosto a outubro de 2023

Por que o desemprego caiu em outubro de 2023?

A pesquisa mostra que o número de empregados com carteira assinada no setor privado chegou a a 37,4 milhões, o maior contingente desde janeiro de 2015, quando registrou 37,5 milhões. Esse número representa um crescimento de 1,6% (mais 587 mil) em comparação com o tri anterior e uma alta de 3% (mais de 1,1 milhão de pessoas) no comparativo anual. Empregados por contra própria, com alta de 1,3%, e empregados sem carteira assinada no setor privado também explicam a queda do desemprego no trimestre encerrado em outubro. 

Rendimento médio real cresce

Segundo o IBGE, o rendimento médio real no período foi estimado em R$2.999, alta de 1,7% em relação ao trimestre encerrado em junho e de 3,9% frente ao mesmo período do ano passado. A explicação para esse avanço da renda é a expansão dos empregos de carteira assinada. "A leitura que podemos fazer é que há um ganho quantitativo, com um aumento da população ocupada, e qualitativo, com o aumento do rendimento médio", explica Beringuy.

A massa de rendimento atingiu pelo segundo trimestre seguido o maior patamar da série história da pesquisa, ao ser estimada em R$ 295,7 bilhões. Frente aos três meses anteriores, o aumento foi de 2,6%. Na comparação com o trimestre encerrado em outubro de 2022, uma expansão de 4,7%.

População desalentada segue em queda

A população desalentada -- pessoas que desistiram de procurar emprego porque não tem esperanças de que irão encontrar -- caiu 4,6% em relação ao trimestre anterior e 17,7% no ano, chegando a 3,5 milhões. Esse é o menor contingente desde o trimestre encerrado em setembro de 2016, quando foi de 3,5 milhões. O percentual de desalentados na força de trabalho ou desalentada foi de 3,1%, queda nas duas comparações (0,2 p.p. no trimestre e 0,6 p.p. no ano) e é a menor taxa desde o trimestre encerrado em julho de 2016, quando também marcou 3,1%.

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