Safra de café do país sobrevive a outubro seco

A safra de café no Brasil, maior produtor mundial, deverá ser menor que neste ano

Brasília – As principais regiões produtoras de café no Brasil receberam apenas um terço da chuva média para o mês de outubro, mas a umidade foi suficiente para manter os botões florais da nova safra, e chuvas generalizadas são esperadas para os próximos dias, disse um meteorologista nesta segunda-feira.

A safra de café no Brasil, maior produtor mundial, está na frágil fase inicial em que as flores precisam de umidade na quantidade adequada para que os pequenos botões se fixem aos ramos. Os botões depois crescem e se tornam os frutos de café que serão colhidos em meados do ano que vem.

A falta de umidade pode causar a queda das flores, reduzindo o potencial de colheita. A florada tende a ocorrer em duas ou três ondas de outubro a dezembro, e é importante que as chuvas melhorem a partir da floração.

“Se chover bem neste fim de semana, o que está na previsão, não haverá problemas para o café”, disse o agrometeorologista Marco Antonio dos Santos, da Somar Meteorologia.

Informações que ele recebeu de produtores indicavam que as flores, ou as gemas que ficam depois da queda das pétalas, conseguiram se fixar, apesar de ondas de calor em algumas regiões. Isso é um bom indicativo para a colheita 2013/14, disse ele.

A colheita deverá ser menor que neste ano, para quando são projetadas 50,5 milhões de sacas de 60 kg, devido ao ciclo bianual dos cafezais, que faz com que a produção oscile de um ano para outro. No último ano de baixa, em 2011, a colheita foi de 43,5 milhões de sacas.

Suporte a Exame, por favor desabilite seu Adblock.