Pimentel diz que governo não recebeu proposta de montadoras sobre IPI

Ministro de Dilma destacou que o governo federal não recebeu nenhuma proposta "até o momento"
Pimentel: "Evidentemente, empresas sérias que querem vir fabricar produtos, desenvolver produtos no Brasil, terão suas propostas analisadas" (Antonio Cruz/ABr)
Pimentel: "Evidentemente, empresas sérias que querem vir fabricar produtos, desenvolver produtos no Brasil, terão suas propostas analisadas" (Antonio Cruz/ABr)
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Sérgio SpagnuoloPublicado em 30/09/2011 às 11:57.

São Paulo - O governo federal está aberto a receber propostas de montadoras interessadas em ter fábricas de veículos no país em relação ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), mas não pretende alterar a regra que aumentou o tributo para importados em 30 pontos percentuais.

Em entrevista a jornalistas durante evento em São Paulo, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, afirmou que o governo está aberto a "empresas sérias" que querem desenvolver produtos no país.

"Temos algumas sinalizações de empresas que estão interessadas em vir (...) Até o momento, não recebemos proposta nenhuma", disse o ministro respondendo a pergunta sobre se o governo planeja flexibilizar a medida que aumentou o IPI neste mês até o final de 2012.

"Evidentemente, empresas sérias que querem vir fabricar produtos, desenvolver produtos no Brasil, terão suas propostas analisadas (...) O governo não se recusará a examinar nenhuma proposta. Até este momento, o regime que temos não vai ser alterado", disse Pimentel.

A instalação no Brasil de montadoras asiáticas como JAC e Chery, ambas chinesas e que hoje operam com importação de automóveis, passou a ser questionada após a elevação do IPI.

O IPI para todos os automóveis foi elevado em 30 pontos percentuais, para até 55 por cento --exceto para montadoras instaladas no Brasil que comprovem que se enquadram em alguns critérios. Um deles é que ao menos 65 por cento das peças dos veículos tenham sido produzidas no Brasil e no Mercosul.