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O que torna São Paulo tão cara para os expatriados?

Câmbio colocou São Paulo no topo do ranking das cidades mais caras para expatriados na América, segundo consultor da Mercer

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	São Paulo: apesar de manter a liderança nas Américas, a cidade caiu no ranking geral em relação ao ano passado, passando do 12º lugar geral em 2012 para o 19º nesse ano
 (Germano Lüders/EXAME)

São Paulo: apesar de manter a liderança nas Américas, a cidade caiu no ranking geral em relação ao ano passado, passando do 12º lugar geral em 2012 para o 19º nesse ano (Germano Lüders/EXAME)

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Beatriz Olivon

Publicado em 25 de julho de 2013 às, 11h16.

São Paulo – Uma empresa que queira transferir um executivo vai gastar mais dinheiro se quiser que seu funcionário trabalhe em São Paulo do que se ele for para um escritório em Nova York. É isso que mostra o estudo de Custo de Vida para expatriados divulgado pela Mercer nessa semana. São Paulo é a cidade mais cara das Américas.

O que colocou São Paulo no topo do ranking das Américas foi o câmbio, segundo Fabiano Cardoso, consultor sênior de capital humano da Mercer. Na sequência de culpados, vem o preço dos imóveis, os gastos com esporte e lazer e com transportes (o enfoque de transportes na pesquisa está no carro e em gastos relacionados a ele e não o transporte público).

Apesar de manter a liderança, São Paulo caiu no ranking geral em relação ao ano passado, passando do 12º lugar geral em 2012 para o 19º nesse ano. A queda deve-se à desvalorização do real e a um recuo nos gastos com transportes em decorrência da redução de IPI e do preço da gasolina, segundo Cardoso. Os imóveis avançaram na mesma medida que em Nova York, cidade base do estudo (a Mercer não divulga a posição de Nova York no ranking).

Cardoso explica que, no atual contexto de crise, profissionais da América Latina aceitavam ser transferidos para o Brasil sem o pacote de expatriados – eles aceitavam vir e receber como brasileiros – era vantajoso para eles pela remuneração e pelo câmbio. Esse comportamento foi observado até esse ano, segundo Cardoso.

Se a recente queda se deve ao câmbio, o avanço de São Paulo no ranking também se deve a eleo, segundo Cardoso. Em 2010, São Paulo era a 21ª cidade mais cara para expatriados e saltou para a 10ª posição no ano seguinte. Cardoso credita o salto ao câmbio e ao preço dos imóveis no Brasil, que seguiram altos, enquanto em Nova York eles haviam caído após o estouro da crise.

Além do câmbio, os preços, em geral, são altos, segundo Cardoso. “Pagamos mais caro quando comparamos com os Estados Unidos, tanto produtos de consumo como de consumo durável, como carros”, afirmou. Mesmo o preço de alguns alimentos acaba sendo maior. O Brasil tem o 5º Big Mac mais caro do mundo, segundo pesquisa realizada pela revista Economist. E o Brasil lidera a lista quando o índice é ajustado por PIB per capita, com o lanche sobrevalorizado em 71,6%. Até a pizza brasileira virou exemplo dos preços altos no país, junto com carros e celulares, em artigo no jornal New York Times.

O estudo da Mercer pesquisou preços de 200 itens em 214 cidades e regiões (como Cingapura e Hong Kong) e calculou os valores em dólares para observar os preços de manter um expatriado no local. Luanda, em Angola, é a cidade com o custo de vida mais elevado para expatriados, segundo o estudo. Quando a pesquisa foi feita, o câmbio era de 2,00 (real/dólar), segundo Cardoso.

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