Nada está descartado e CPMF morreu, diz Onyx sobre desoneração da folha

O ministro-chefe da Casa Civil também destacou que a proposta do governo não terá CPMF

Onyx Lorenzoni: ministro-chefe da Casa Civil descarta CPMF de plano do governo (Marcelo Camargo/Agência Câmara)

Onyx Lorenzoni: ministro-chefe da Casa Civil descarta CPMF de plano do governo (Marcelo Camargo/Agência Câmara)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 17 de setembro de 2019 às 16h58.

Última atualização em 17 de setembro de 2019 às 16h58.

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que "nada está descartado" quando perguntado sobre o destino da desoneração da folha de salários na reforma tributária. Ele reforçou, no entanto, que a criação de um imposto nos moldes da CPMF está descartada.

Na proposta do governo, inicialmente, a CPMF seria apresentada como compensação à redução do imposto sobre a folha de salários. "Não tem nada descartado", respondeu Onyx quando perguntado se o governo abriria mão de desonerar a folha. Ele ressaltou que a proposta do governo não terá CPMF.

"Caiu o cara da Receita porque defendeu esse negócio. O presidente é um homem de uma palavra só. Ele diz que não vai ter não vai ter", disse Onyx, em referência ao ex-secretário da Receita, Marcos Cintra, demitido na semana passada.

O governo definirá o conteúdo da proposta, declarou, após a viagem do presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos, que ocorre no final de setembro.

Nesta terça-feira, 17, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), se reuniu com senadores para falar sobre a reforma tributária. O senador Roberto Rocha (PSDB-MA) deve apresentar seu parecer sobre a proposta na quarta-feira, 18, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

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