Economia

Melhora no perfil de crédito do Brasil depende de crescimento, diz Moody´s

Agência de classificação de riscos defende reformas para impulsionar o crescimento, a produtividade e a competitividade no país

Moody's: agência de classificação de riscos disse que nota do Brasil depende de seu crescimento (Mike Segar/Reuters)

Moody's: agência de classificação de riscos disse que nota do Brasil depende de seu crescimento (Mike Segar/Reuters)

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Reuters

Publicado em 24 de setembro de 2019 às 18h09.

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Brasília — A melhora do perfil de crédito soberano do Brasil está cada vez mais dependente de o país alcançar maiores taxas de crescimento, afirmou a agência de classificação de risco Moody´s nesta terça-feira, 24, acrescentando que a melhora da atividade está atrelada à implementação de reformas.

"Sem reformas que impulsionem o crescimento e que melhorem e a produtividade e a competitividade, e sem uma aceleração nos esforços de consolidação fiscal das autoridades, é pouco provável que o perfil geral de crédito do Brasil tenha uma melhora material nos próximos anos", afirmou a agência em nota.

Segundo a Moody´s, um crescimento econômico maior teria, à frente, um impacto mais significativo sobre o peso da dívida do que uma redução das taxas de juros.

A recuperação econômica do país após a recessão de 2014-2016 tem sido decepciontante e mais lenta do que o esperado, notou a agência, pontuando que o governo Jair Bolsonaro tem tentado lidar com os obstáculos ao crescimento por meio de reformas estruturais.

Casos essas reformas sejam bem implementadas -a Moody´sdestaca como iniciativas importantes as reformas do setor financeiro, a tributária e as privatizações-, a economia do país poderá crescer acima do seu cenário básico que prevê alta de 2%-2,5% ao longo dos próximos três anos.

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