• AALR3 R$ 20,20 -0.49
  • AAPL34 R$ 67,59 0.42
  • ABCB4 R$ 17,02 -1.85
  • ABEV3 R$ 14,08 -0.42
  • AERI3 R$ 3,73 0.81
  • AESB3 R$ 10,68 -0.19
  • AGRO3 R$ 31,10 0.84
  • ALPA4 R$ 20,62 -0.58
  • ALSO3 R$ 19,28 0.94
  • ALUP11 R$ 27,03 1.62
  • AMAR3 R$ 2,43 -0.41
  • AMBP3 R$ 30,60 0.20
  • AMER3 R$ 23,13 0.17
  • AMZO34 R$ 67,56 0.96
  • ANIM3 R$ 5,45 -1.09
  • ARZZ3 R$ 81,35 0.18
  • ASAI3 R$ 15,69 1.55
  • AZUL4 R$ 21,58 1.60
  • B3SA3 R$ 12,09 2.37
  • BBAS3 R$ 36,90 3.36
  • AALR3 R$ 20,20 -0.49
  • AAPL34 R$ 67,59 0.42
  • ABCB4 R$ 17,02 -1.85
  • ABEV3 R$ 14,08 -0.42
  • AERI3 R$ 3,73 0.81
  • AESB3 R$ 10,68 -0.19
  • AGRO3 R$ 31,10 0.84
  • ALPA4 R$ 20,62 -0.58
  • ALSO3 R$ 19,28 0.94
  • ALUP11 R$ 27,03 1.62
  • AMAR3 R$ 2,43 -0.41
  • AMBP3 R$ 30,60 0.20
  • AMER3 R$ 23,13 0.17
  • AMZO34 R$ 67,56 0.96
  • ANIM3 R$ 5,45 -1.09
  • ARZZ3 R$ 81,35 0.18
  • ASAI3 R$ 15,69 1.55
  • AZUL4 R$ 21,58 1.60
  • B3SA3 R$ 12,09 2.37
  • BBAS3 R$ 36,90 3.36
Abra sua conta no BTG

Investir na criança é mais eficaz que distribuir renda, diz Nobel

James Heckman falou em evento organizado por EXAME e VEJA sobre a importância de investir na educação infantil e como isso pode reduzir a desigualdade
 (Site Exame/Flávio Santana)
(Site Exame/Flávio Santana)
Por Victor CaputoPublicado em 25/09/2017 12:07 | Última atualização em 06/12/2018 12:36Tempo de Leitura: 3 min de leitura

São Paulo – Investir no desenvolvimento de crianças na primeira infância pode ser mais eficiente no combate à desigualdade do que políticas de distribuição de renda. A tese é do Nobel de Economia James Heckman, que falou no evento “Os desafios da primeira infância – Por que investir em crianças de zero a 6 anos vai mudar o Brasil”, organizado por EXAME e VEJA e apoiado pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, pela Fundación Femsa e pela United Way Brasil.

“Finanças públicas são limitadas e devemos usa-las de forma muito eficiente”, diz Heckman. Na opinião do economista, o investimento no desenvolvimento cognitivo de crianças entre 0 e 6 anos é mais eficiente como forma de combate à desigualdade e incentivo à mobilidade social do que mecanismos tradicionais, como a distribuição de renda de ricos para pobres.

A justificativa para isso é que durante a primeira infância o cérebro das crianças está se desenvolvendo em ritmo acelerado. Para o economista, nessa fase é preciso foco por parte do sistema educacional e das famílias. Nesse sentido, seria crucial que famílias conhecessem melhor o desenvolvimento infantil. "A maioria dos pais tem boas intenções, mas não tem o conhecimento", afirmou.

O caminho deve ser trilhado, de acordo com Heckman, com auxílio do setor privado e de governos. O economista acredita que o setor privado, por mais que invista, não será capaz de mudar esse jogo--por isso, diz, é preciso que governos mudem a forma como encaram a educação na primeira infância. Para o setor privado, portanto, fica como papel auxiliar governos na elaboração de políticas de educação.

O primeiro, e decisivo, passo para que haja uma mudança é “entender a economia do desenvolvimento de habilidades e formular políticas que reconhecem como essas habilidades são desenvolvidas”. "Se os governos pudessem mirar seus investimentos nos lugares certos, economizaríamos bastante", afirma.

Retorno

Um conjunto de habilidades e boa educação traz melhor desempenho e ganhos para as pessoas. A grande questão, porém, é em qual momento do desenvolvimento pessoal é melhor fazer investimentos. O leque se estende desde a fase pré-natal até a preparação para o mercado profissional, passando por todos os estágios da educação.

A tese de Heckman é que é preciso investir “o mais cedo possível” para maior eficiência—e o melhor momento para isso seria durante a primeira infância. "Investimentos na preparação para o mercado profissional trarão baixo retorno. Por outro lado, com investimentos em anos iniciais do desenvolvimento, o retorno será mais alto", diz Heckman.

Como evidência, o economista oferece casos de países com baixa desigualdade e altos investimentos em educação, como a Dinamarca. O cientista afirma que mesmo nesses cenários, a educação e o preparo dos pais trazem impactos para o desenvolvimento de habilidades das crianças.

Nesse cenário, Heckman vê grande importância o papel de pais e tutores. “Pais muitas vezes não sabem que interagir e encorajar a criança traz resultados positivos para o desenvolvimento.”

Além da fala de James Heckman, o encontro contou com um debate com Julio Gay-Ger, presidente da farmacêutica Eli Lilly no Brasil, Gustavo Schmidt, presidente da Kimberly-Clark, e José Luiz Egydio Setúbal, presidente da fundação José Luiz Egydio Setúbal.

https://www.youtube.com/watch?v=y1sfLeIJQa8