Economia

Economia fiscal com reforma é de cerca de R$600 bi, diz Meirelles

Meirelles também avaliou que o país tem que fazer seu dever de casa para não depender dos humores do mercado internacional

Meirelles: segundo o ministro, é preciso observar a evolução da bolsa norte-americana (Ueslei Marcelino/Reuters)

Meirelles: segundo o ministro, é preciso observar a evolução da bolsa norte-americana (Ueslei Marcelino/Reuters)

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Reuters

Publicado em 7 de fevereiro de 2018 às 15h50.

Última atualização em 7 de fevereiro de 2018 às 16h11.

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São Paulo - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quarta-feira que o benefício fiscal com a reforma da Previdência tal qual apresentada nesta manhã ao Congresso Nacional será de cerca de 600 bilhões de reais em 10 anos, reiterando expectativa de aprovação do texto até o fim de fevereiro na Câmara dos Deputados.

Falando em evento voltado a emprésarios e investidores, Meirelles disse que a economia com a alteração das regras para aposentadoria está acima de 50 por cento do que seria possível garantir com a proposta original do Executivo, que previa benefício de 800 bilhões de reais em uma década.

Os números, contudo, são mais otimistas que outros já apresentados pelo próprio ministro. No fim de novembro, quando o governo admitiu a desidratação da proposta em pontos importantes, diminuindo o tempo mínimo de contribuição para 15 anos e deixando de fora quaisquer alterações nas regras para trabalhadores rurais e para a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), o ministro havia informado que a economia com o formato era de cerca de 480 bilhões de reais em 10 anos.

Além de manter essas decisões, o texto divulgado agora fez outra flexibilização, acrescentando o direito de integralidade de pensão a cônjuges de policiais mortos em combate.

Para o ministro, houve "evolução grande" da percepção da necessidade da reforma da Previdência e número de votos a seu favor está gradualmente aumentando.

Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), a matéria precisa de 308 votos em dois turnos de votação para ser aprovada na Câmara. Depois, ainda passa pelo Senado.

Durante sua fala, Meirelles avaliou ainda que o país tem que fazer seu dever de casa para não depender dos humores do mercado internacional, após a semana ter começado com forte volatilidade por conta de temores de aperto monetário mais duro nos Estados Unidos.

Segundo o ministro, é preciso observar a evolução da bolsa norte-americana.

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