Economia

Devido ao coronavírus, governo deve revisar projeção do PIB de 2020

Bancos têm diminuído previsão de crescimento do país devido à desaceleração da economia mundial causada por epidemia

Jair Bolsonaro e Paulo Guedes: ministério da fazenda deve fazer reduções na manhã desta quarta (Isac Nóbrega/PR/Flickr)

Jair Bolsonaro e Paulo Guedes: ministério da fazenda deve fazer reduções na manhã desta quarta (Isac Nóbrega/PR/Flickr)

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Da Redação

Publicado em 11 de março de 2020 às 07h37.

Última atualização em 11 de março de 2020 às 08h02.

São Paulo — Em meio à onda de revisões das expectativas para o crescimento do Brasil em 2020, a Secretaria de Política Econômica deve divulgar a sua nova previsão nesta quarta-feira (11).

O secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, e o secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida, comentam pela manhã as novas estimativas sobre o Produto Interno Bruto (PIB) e a inflação.

Em janeiro, o governo havia elevado a estimativa de 2,32% para 2,4%. Na avaliação de Sachsida, porém, o cenário piorou em fevereiro com o avanço do novo coronavírus, o Codiv-19, no mundo.

De fevereiro para cá, a conjuntura se deteriorou ainda mais, com o aumento no número de pessoas infectadas, prejuízos em plantas industriais pelo mundo e até o isolamento de regiões inteiras na China e a limitação de circulação em toda a Itália.

Mais recentemente, Sachida afirmou que o país ainda pode crescer mais de 2% no ano. A previsão do mercado, divulgada no boletim Focus desta semana, já aponta para um crescimento abaixo desse patamar.

Na última semana, os bancos BTG, Goldman Sachs, UBS, Daycoval, a consultoria MB Associados e o Instituto Brasileiro de Economia da FGV revisaram seus cálculos, que ficam dentro do intervalo entre 1,3% e 2,1%. O avanço global do coronavírus foi a motivação geral para a redução das expectativas de crescimento.

O que já parecia complicado ficou ainda mais nebuloso com a recente queda de braço entre Arábia Saudita e Rússia, que derrubou os preços do petróleo. Esse evento ainda não aparece nas revisões de crescimento econômico, mas é mais uma incerteza no ar.

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