Economia

Conselho do INSS discute corte de juros do consignado para 1,66% ao mês

Novas condições devem entrar em vigor na próxima semana

Agência o Globo
Agência o Globo

Agência de notícias

Publicado em 27 de maio de 2024 às 15h44.

O Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS) deve aprovar nesta segunda-feira mais um corte no teto dos juros do consignado para aposentados e pensionistas do INSS. A taxa do empréstimo com desconto em folha deve cair de 1,68% ao mês para 1,66% ao mês e do cartão consignado, de 2,49% para 2,46% ao mês, conforme foi proposto pelo Ministério da Previdência.

As novas condições entram em vigor em cinco dias úteis a contar da publicação da resolução do Conselho do Diário Oficial da União.

A estratégia do ministro da pasta, Carlos Lupi, é repassar para a modalidade a queda na taxa Selic, taxa básica de juros da economia (Selic), atualmente em 10,50% ao ano. Na última reunião do Conselho de Política Monetária (Copom), no início deste mês, o ritmo de corte da Selic foi reduzido a 0,25 pontos percentuais, contra 0,5 pontos percentuais até então.

Os bancos não concordam com a metodologia proposta pelo ministro, mas são voto vencido no colegiado, no qual o governo tem maioria.

Esse soma o oitavo corte na taxa do consignado dos aposentados. Em 13 de março de 2023, o percentual baixou de 2,14% ao mês para 1,70%. Os bancos reagiram e suspenderam a modalidade, o que fez a taxa subir 1,97% ao mês em 28 de março. Depois disso, o teto dos juros vem sendo reduzido seguidamente, apesar da resistência do setor financeiro.

Além de aposentados e pensionistas do INSS, idosos e deficientes da baixa renda que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) podem acessar o empréstimo.

Acompanhe tudo sobre:Governo LulaINSSAposentadoria pelo INSSAposentadoriaSelicCopom

Mais de Economia

Anatel poderá retirar do ar sites de e-commerce por venda de celulares irregulares

Carteira assinada avança, e número de trabalhadores por conta própria com CNPJ recua

Em 2023, emprego foi recorde e número de trabalhadores com ensino superior chegou a 23,1%

Número de trabalhadores sindicalizados cai pela metade em 11 anos, diz IBGE

Mais na Exame