Economia

China deve buscar iuan estável, diz assessor do BC

Sheng Songcheng informou que a prioridade agora é estabilizar as expectativas do iuan e romper a tendência de queda da moeda

Assessor do BC chinês disse que pessoas também podem correr para comprar moeda estrangeira para aumentar a pressão de queda sobre o iuan (.)

Assessor do BC chinês disse que pessoas também podem correr para comprar moeda estrangeira para aumentar a pressão de queda sobre o iuan (.)

R

Reuters

Publicado em 12 de dezembro de 2016 às 10h28.

Pequim - A China deveria se concentrar na estabilização do iuan e não há necessidade de elevar a taxa de juros, disse o assessor do banco central do país Sheng Songcheng em entrevista publicada nesta segunda-feira.

"Não é necessário nem é provável elevar a taxa de juros no momento, dado que a economia acaba de se estabilizar e a liquidez pode ficar apertada até o final do ano", disse Sheng ao jornal financeiro China Business News.

A prioridade agora é estabilizar as expectativas do iuan e romper a tendência de queda da moeda, uma vez que um iuan depreciado pode levar as empresas a comprar moeda estrangeira de forma preventiva para pagar a dívida de curto prazo, disse Sheng.

As pessoas também podem correr para comprar moeda estrangeira, ampliando a pressão de queda sobre o iuan, acrescentou.

No longo prazo, o banco central deve observar o desempenho econômico e os dados da inflação da China, bem como o ritmo de aumento da taxa de juros pelo Federal Reserve, banco central dosEstados Unidos, para ver se precisa elevar os juros, disse Sheng. O Fed deve aumentar os juros nesta semana.

O iuan se enfraqueceu 6 por cento ante o dólar até agora neste ano.

Acompanhe tudo sobre:ChinaIuane

Mais de Economia

Exclusivo: Sky fecha parceria com Amazon para vender internet por satélite no Brasil

STF decide que Receita não pode cobrar tributação do terço de férias antes de agosto de 2020

Análise: Haddad precisa de uma vitória política

TCU aprova contas do governo Lula em 2023, mas aponta distorções de R$ 20 bi

Mais na Exame