Economia

Brasil cria 241.785 empregos com carteira assinada em fevereiro, puxado por serviços

O país tem pouco mais de 42,7 milhões de pessoas com vínculo empregatício formal, segundo o Caged

Carteira de trabalho: salário médio caiu em fevereiro. (Amanda Perobelli/Reuters)

Carteira de trabalho: salário médio caiu em fevereiro. (Amanda Perobelli/Reuters)

Gilson Garrett Jr.
Gilson Garrett Jr.

Repórter de Casual

Publicado em 29 de março de 2023 às 14h56.

Última atualização em 29 de março de 2023 às 14h59.

O Brasil criou 241.785 postos de trabalho com carteira assinada em fevereiro deste ano. Com isso, o país tem pouco mais de 42,7 milhões de pessoas com vínculo empregatício formal, uma variação positiva de 0,57% em relação ao mês anterior. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 29, pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registrou em fevereiro deste ano 1.949.844 admissões e 1.708.059 desligamentos. "Nos últimos 12 meses (março/2022 a fevereiro/2023), foi registrado saldo positivo de 1.834.902 empregos", diz relatório divulgado pelo governo federal.

Deste total de novos postos, 116.474 representam homens e 125.311 mulheres. A faixa etária com maior saldo foi de 18 a 24 anos, com 110.844 novos postos. Trabalhadores com ensino médio completo apresentou saldo positivo de 146.084 vagas.

Setores

O setor de serviços puxou a subida dos novos postos de trabalho, com um saldo de 164.200. A indústria teve um saldo de 40.380 e a construção civil apresentou um resultado com mais 22.246 empregos formais em fevereiro. O único setor com retração foi o comércio, que perdeu 1.325 vagas com carteira assinada.

Salário médio

De acordo com dados do Caged, o salário médio de admissão fiou em R$ 1.978,12, uma queda de 2,47% em relação a janeiro. O valor representa uma diminuição de R$ 54,14 no salário médio de admissão.

Todos os cinco grupos macro analisados tiveram retração no salário médio, sendo a maior no agro, com uma queda de 4,74% e um salário médio de R$ 1.773,44. A indústria também perdeu salário médio, e agora tem um pagamento de R$ 2.055,61, o que representa queda de 3,95 se comparado com janeiro.

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