Economia

BCE deve cortar juros após forte desaceleração da inflação

Dados econômicos nas últimas semanas mostraram uma piora das perspectivas de crescimento


	O Banco Central Europeu (BCE) deve cortar sua principal taxa de juros pela primeira vez em 10 meses nesta quinta-feira
 (Kai Pfaffenbach/Reuters)

O Banco Central Europeu (BCE) deve cortar sua principal taxa de juros pela primeira vez em 10 meses nesta quinta-feira (Kai Pfaffenbach/Reuters)

DR

Da Redação

Publicado em 2 de maio de 2013 às 07h45.

Priorizar nos meus resultados Google

Frankfurt - O Banco Central Europeu (BCE) deve cortar sua principal taxa de juros pela primeira vez em 10 meses nesta quinta-feira, em meio a uma economia em recessão e a uma forte desaceleração da inflação.

Dados econômicos nas últimas semanas, desde que o presidente do BCE, Mario Draghi, afirmou que o banco está pronto para agir se necessário, mostraram uma piora das perspectivas de crescimento.

O desemprego atingiu uma máxima recorde em abril. A inflação teve sua maior queda mensal em mais de quatro anos, para 1,2 por cento, bem abaixo da meta do banco de 2 por cento ou ligeiramente abaixo.

Os números indicam um corte de juros como o resultado mais provável da reunião de política monetária que começou em Bratislava às 4h, horário de Brasília.

Mas as dúvidas sobre se isso irá impulsionar as economias mais fracas da região podem expor divisões no Conselho Diretor do BCE.

"Se o BCE não agir em relação às taxas de juros ... estará muito provavelmente apenas adiando o inevitável", disse Howard Archer, economista do IHS Global Insight.

Pesquisa da Reuters com 76 economistas realizada na semana passada --antes dos dados de inflação-- mostrou uma pequena maioria esperando um corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros, atualmente em 0,75 por cento.

Acompanhe tudo sobre:InflaçãoBCEJuros

Mais de Economia

Reforma tributária: sistema de gestão virou obrigatório para a PME, mas não resolve sozinho

Desgaste de Lula e tensão com STF pesam mais que economia favorável, diz economista

Kinea: eleição só termina quando vencedor mostrar como pagará ajuste fiscal de 2% do PIB

Split payment adiado não é split payment esquecido: o que muda no caixa e nos sistemas das empresas