BC vê queda forte do PIB na primeira metade do ano, diz ata do Copom

A ata do Copom também projetou que o IPCA de 2020 deve ser de 2,4%

A ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), divulgada nesta terça-feira, 12, destacou que vê queda forte do Produto Interno Bruto (PIB) na primeira metade deste ano, seguida de uma recuperação gradual a partir do terceiro trimestre.

"Embora haja poucos dados disponíveis para o mês de abril, há evidência suficiente de que a economia sofrerá forte contração no segundo trimestre deste ano", apontou a ata.

"A menos de avanços médicos no combate à pandemia, é plausível um cenário em que a retomada, além de mais gradual do que a considerada, seja caraterizada por idas e vindas", completou.

A ata também indicou que a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2020 no cenário híbrido - com Selic variável e câmbio fixo 0 está em 2,4%. Já a projeção para 2021 está em 3,4%.

As estimativas já constaram no comunicado da semana passada, quando o Copom reduziu a Selic (a taxa básica de juros) de 3,75% para 3,00% ao ano. Para o cálculo, o BC utilizou taxa de câmbio constante em R$ 5,55 e a Selic com trajetória conforme projeções da pesquisa Focus.

Na ata da reunião anterior, de 17 e 18 de março, as projeções neste cenário híbrido eram de inflação de 3,0% para 2020 e 3,6% para 2021.

Assim como no documento da reunião anterior, a ata do Copom não trouxe agora as projeções do BC para a inflação no cenário de mercado, que considera as trajetórias de câmbio e juros da pesquisa Focus.

A ata também indicou que a projeção para o IPCA de 2020 no cenário de referência, com juros e câmbio constantes, ficou em de 2,3%. Já a projeção para 2021 é de 3,2%. Tais estimativas já constaram no comunicado da semana passada.

Na ata da reunião anterior, as projeções neste cenário de referência eram de inflação de 3,0% para 2020 e 3,6% para 2021.

Preços administrados

O Banco Central alterou, na ata, sua projeção para a alta dos preços administrados em 2020. O índice calculado foi de 1,5% para 0,7% no cenário híbrido. No caso de 2021, o porcentual permaneceu em 3,9%. As estimativas anteriores constavam na ata da reunião anterior (17 e 18 de março).

No cenário de referência, a projeção para a alta dos preços administrados em 2020 também passou de 1,5% para 0,7%. No caso de 2021, foi de 3,9% para 3,8%.

As projeções para os preços administrados ajudaram a formar a base para que o colegiado cortasse na semana passada a Selic.

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