Economia

Ajuda ao BNDES diminuirá em 2013, diz secretário do Tesouro

“Ainda não definimos o volume dos aportes, mas está previsto diminuir cada vez mais essa política”, disse o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin


	BNDES: injeções de títulos públicos no BNDES têm sido prática recorrente nos últimos anos
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BNDES: injeções de títulos públicos no BNDES têm sido prática recorrente nos últimos anos (Divulgacao)

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Da Redação

Publicado em 21 de fevereiro de 2013 às 20h55.

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Brasília – Um dos principais fatores que contribuíram para o crescimento da Dívida Pública Federal (DPF) em 2012, os aportes do Tesouro Nacional ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) diminuirão ao longo deste ano, disse hoje (21) o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin. Segundo ele, o governo ainda não definiu o valor das transferências, mas assegurou que os repasses serão menores em 2013.

“Ainda não definimos o volume dos aportes, mas está previsto diminuir cada vez mais essa política”, disse o secretário. Segundo Augustin, o impacto das emissões de títulos para ajudar o banco está previsto na expansão da DPF, que deverá encerrar o ano entre R$ 2,1 trilhões e R$ 2,24 trilhões.

As injeções de títulos públicos no BNDES têm sido prática recorrente nos últimos anos. Apenas no ano passado, o BNDES recebeu R$ 55 bilhões em papéis do Tesouro Nacional, além de R$ 100 bilhões em 2009, R$ 80 bilhões em 2010 e R$ 45 bilhões em 2011. Todas essas operações se refletiram no aumento da Dívida Pública Federal.

Por meio desses aportes, o Tesouro Nacional emite títulos públicos e os repassa ao BNDES, que revende os papéis no mercado conforme a necessidade de ampliar o capital da instituição financeira. A operação não tem impacto na dívida líquida do governo porque a transação ocorre dentro do setor público (entre o Tesouro e uma estatal), mas influencia o endividamento bruto, ampliando o estoque da DPF.

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