Do prejuízo ao lucro: Como fugir da Poupança

O fato de algo ser "popular" não significa que aquilo seja uma coisa boa...
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Você e o DinheiroPublicado em 31/08/2016 às 15:15.

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Não é de hoje que eu, outros consultores/educadores e algumas instituições financeiras (especialmente as corretoras independentes) estamos “bombardeando” a Caderneta de Poupança, tentando chamar a atenção dos pequenos investidores para o fato de que se trata de um investimento que junta “o pior de vários mundos”.

A despeito desse esforço, a Caderneta de Poupança ainda é o investimento (se é que se pode chamar isso de “investimento”) mais popular do Brasil. A minha “tese” para essa popularidade é que se trata de uma questão de hábito. Não há NADA que, logicamente, justifique essa preferência. Inclusive, em 2013, eu escrevi um artigo aqui no blog chamado “A única vantagem da caderneta de poupança”, em que tentava, de uma forma meio irônica, mostrar qual seria a única vantagem “indiscutível” da Poupança.

Bem, o fato é que ela não tem vantagens em relação a muitos investimentos do mercado.  Se formos analisar pelos três fatores básicos que usamos para avaliar um investimento (retorno, segurança e liquidez), rapidamente veremos que ela não é particularmente competitiva em nenhum deles. Com relação ao retorno, bem… é uma piada! A Caderneta de Poupança é um dos piores investimentos do Brasil e, nos últimos anos, vem consistentemente perdendo da inflação (ou seja, quem investe em Caderneta de Poupança está perdendo dinheiro – simples assim). No quesito “segurança”, a garantia da Caderneta de Poupança é o seguro do Fundo Garantidor de Créditos, que dá cobertura de até 250 mil reais para depósitos bancários – é uma garantia igual à de outros investimentos bancários e pior que a dos títulos públicos, negociados no Tesouro Direto. Já quanto à liquidez, a Poupança tem liquidez imediata, mas outros investimentos bancários, como CDBs de liquidez diária, também têm. Então, onde está a vantagem?

Está na hora, de uma vez por todas, de fugir da Caderneta de Poupança e começar a tratar o próprio dinheiro de uma forma “menos negligente”. Não é aceitável passar anos e anos perdendo para a inflação, baseado numa crença sem fundamentos de que a Poupança é o “melhor investimento”.

Para aqueles que querem, em definitivo, romper com esse paradigma perverso, mas ainda não sabem por onde começar, proponho dois caminhos.

O primeiro é o CDB (Certificado de Depósito Bancário). Nem vou aqui entrar no universo dos CDBs de bancos menores, que pagam juros mais altos com o mesmo grau de segurança dos bancos maiores… Mesmo aqueles CDBs de “bancões”, que estão longe de ter os melhores retornos, já dão um “banho” na Poupança, com o mesmo grau de segurança e a mesma liquidez.

O segundo caminho (que é o meu preferido) é o caminho dos títulos públicos, especialmente o “Tesouro Selic”, que é o título que mais tem similaridades com os CDBs mais populares (indexados ao DI) e à própria Caderneta de Poupança. Há algumas semanas, publiquei um artigo aqui no blog chamado “Na dúvida? Vá de Tesouro Selic!”.

Acho que é o melhor caminho para aquele investidor que ainda está hesitante em sair da “zona de conforto” da caderneta de Poupança.

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