Instituto Millenium
Publicado em 5 de março de 2015 às 14h56.
Última atualização em 24 de fevereiro de 2017 às 08h07.
Para Cristiano Rosa de Carvalho, jurista e também especialista do Instituto Millenium, embora a arrecadação tributária, principalmente a Federal, seja bastante eficiente, batendo recorde ano após ano, a gestão é ruim, deixando a qualidade dos serviços públicos a desejar. “Então por mais que se arrecada, nunca é suficiente. E a conta sempre quem paga é o contribuinte, que trabalha cinco meses por ano apenas para alimentar o Leão”, diz.
O Brasil está entre os países com a maior carga tributária do mundo. De acordo com o Movimento Brasil Eficiente, em 1993, a carga era de 25% e atualmente atinge 36% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo Troster, o problema é a falta de visão do governo, sempre pensando em qual vai ser o PIB do ano corrente ou sequente, em vez de traçar um planejamento para os próximos cinco ou dez anos. “Faz décadas que não se paga sequer os juros da dívida, paga só uma parte dos juros, e vai aumentando a dívida, o déficit potencial da previdência e ninguém faz nada. Agora o problema é pequeno, mas se continuarmos nesse ritmo vai ser um problema maior no futuro”, diz Troster.
Para se chegar a uma estabilidade em relação à cobrança de impostos e contribuição ainda há um grande caminho a ser percorrido, com cortes no orçamento, diminuição de cargos públicos, entre outros fatores que oneram o Estado e impedem que ele se torne mais independente, conforme explica Cristiano Carvalho: “O que realmente necessita ser mudado é a cultura do brasileiro, incutindo os valores da liberdade atrelada à responsabilidade individual, demonstrando as vantagens do livre mercado e da necessidade de um Estado de Direito com instituições sólidas que protejam os direitos do indivíduo e permitam assim o desenvolvimento. É um caminho ainda longo a ser percorrido, mas bem menos longo do que já foi”.