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Chávez e a responsabilidade "ética" da imprensa

Do blog: Diplomatizzando, por Paulo Roberto Almeida (PRA) Curiosa esta matéria, não tanto pelo que afirma sobre o líder venezuelano — do qual não se deve esperar algo diferente — mas pelo que deixa nas entrelinhas sobre quem poderia ter se manifestado e não o fez… PRA. Chávez quer inserir ”limite ético” à imprensa em declaração da Unasul O Estado de S.Paulo, domingo, 9 de agosto de 2009 Por Denise […] Leia mais

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Publicado em 10 de agosto de 2009 às 10h30.

Última atualização em 24 de fevereiro de 2017 às 13h25.

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Do blog: Diplomatizzando, por Paulo Roberto Almeida (PRA)

Curiosa esta matéria, não tanto pelo que afirma sobre o líder venezuelano — do qual não se deve esperar algo diferente — mas pelo que deixa nas entrelinhas sobre quem poderia ter se manifestado e não o fez…
PRA.

Chávez quer inserir ”limite ético” à imprensa em declaração da Unasul
O Estado de S.Paulo, domingo, 9 de agosto de 2009

Por Denise Chrispim Marin, no Estadão:
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, quer inserir na declaração final da 3ª Reunião de Cúpula da União de Nações Sul-americanas (Unasul), que ocorre amanhã em Quito, no Equador, um parágrafo sobre a “responsabilidade ética” dos meios de comunicação.

A linguagem parece inofensiva, mas vinda de um governo que fechou 34 rádios em julho e ameaçou adotar uma legislação que afeta a liberdade de imprensa (mais informações na página A18), a proposta alarmou o Itamaraty. Caberá a Uruguai e Chile impedir o consenso necessário para a aprovação do texto.

Segundo um diplomata brasileiro, a sugestão venezuelana causou surpresa, suspeitas e mal-estar nas negociações técnicas, especialmente porque seria impraticável chegar a uma definição de consenso sobre o que é “responsabilidade ética” em um debate sob a tutela do governo Chávez.

O temor é de que qualquer menção em aberto dê margem para que a Venezuela ou outro país da região possa se apoiar na declaração da Unasul para adotar medidas contrárias à liberdade de imprensa. “O Uruguai e o Chile se opuseram com tanta veemência que o Brasil nem precisou se manifestar”, afirmou o diplomata.
A Venezuela montou ainda outro imbróglio para o encontro de cúpula ao propor a inclusão de um parágrafo sobre a “arquitetura financeira regional” no texto, que terá como tema a crise econômica global.

A linguagem novamente esconde as intenções de Caracas: a adoção pela Unasul de todos os mecanismos monetários aceitos pela Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba), como a futura criação de uma moeda comum e de um Fundo de Reservas Comum. Nesse caso, o Brasil tem mais interesse em manifestar sua contrariedade com o assunto.