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Artigo de Ferreira Gullar na Folha de SP

Muito bom o artigo de Ferreira Gullar publicado em 11/01/2009 na Folha de SP. Seguem alguns trechos: “Costumo dizer que o capitalismo é quase como um fenômeno natural e, de fato, parece-me ter da natureza a vitalidade, a amoralidade e o esbanjamento perdulário, dizendo melhor: cria sem cessar e, com a mesma naturalidade, destrói o que criou. (…) Em visita à Ucrânia, em 1972, ouvi um dirigente do partido comunista […] Leia mais

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Instituto Millenium

Publicado em 16 de janeiro de 2009 às 12h46.

Última atualização em 24 de fevereiro de 2017 às 13h59.

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Muito bom o artigo de Ferreira Gullar publicado em 11/01/2009 na Folha de SP. Seguem alguns trechos:

“Costumo dizer que o capitalismo é quase como um fenômeno natural e, de fato, parece-me ter da natureza a vitalidade, a amoralidade e o esbanjamento perdulário, dizendo melhor: cria sem cessar e, com a mesma naturalidade, destrói o que criou.

(…)

Em visita à Ucrânia, em 1972, ouvi um dirigente do partido comunista ucraniano dizer que tudo o que aquela república soviética produzia se devia à ação do partido, o verdadeiro motor de sua economia. Pois essa afirmação talvez explique o fracasso do socialismo: como poderia meia dúzia de burocratas fazer funcionar a economia de um país?

E explica também por que o capitalismo não morre e por que não foi preciso inventá-lo: vive da ambição de cada um, da iniciativa de cada pessoa que quer melhorar de vida, produzir, vender, comprar, revender, lucrar, enriquecer, sem que ninguém a obrigue a isso, muito pelo contrário.

(…)

Admitindo-se como verdade que o capitalismo não morrerá -mesmo porque as crises, em vez de matá-lo, o renovam-, a solução é encontrar um meio de torná-lo bom, incutindo-lhe a ‘ganância do bem’.”

Assinantes podem ler o artigo “A Ganância do bem” na íntegra neste link.