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Empatia: o novo mergulho da Diversidade

Ao cuidarmos da forma como conversamos, demonstramos interesse genuíno por compreender e incluir perspectivas distintas, incentivando a diversidade.

 (Maradon 333/ Shutterstock/Corall Consultoria)

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Gestão Fora da Caixa

Publicado em 21 de agosto de 2017 às 13h04.

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Na semana passada lancei uma pergunta despretensiosa na minha página do Facebook: Como você definiria empatia? 2 dias e 42 comentários depois, eu havia me aprofundado em algo além dos conceitos de dicionário, abrindo uma possibilidade de expandir o que já sabia sobre o tema.

 

Minha rede me contou que empatia tem a ver com atenção e sensibilidade. Enxergar além do próprio umbigo, abertura para escutar de coração aberto, a construir e sentir com o outro, legitimando-o. Me surpreendi com interpretações inspiradoras: a capacidade de se silenciar, reconhecer em si um sentimento semelhante; fluir na mesma vibe. E, por fim, achei leve e simples a interpretação da empatia como “alto nível de gente finismo”.

 

Trabalhando recentemente no tema com uma rede de parceiras e parceiros, propus um exercício onde pessoas de diferentes estilos compartilhassem em pequenos grupos episódios de preconceitos que haviam sofrido em algum momento da vida. Cada um teve a oportunidade de contar e escutar histórias. Ao final, nos surpreendemos com a percepção de que, independente de características individuais e específicas, é possível compreender e se conectar com o outro. Um detalhe importante é que, naquele espaço, nos mostramos como humanos, compartilhando um momento de vulnerabilidade. Outro detalhe importante foi a geração de um contexto propício ao diálogo, centrando e aproximando o grupo.

A empatia é uma ponte. Ao cuidarmos da forma como conversamos, demonstramos interesse genuíno por compreender e incluir perspectivas distintas, incentivando a diversidade.

 

A DiversityInc aponta as melhores práticas de grandes empresas em Diversidade e Inclusão (D&I). Esse seleto grupo tem acumulado experiência ao longo da última década em iniciativas que reconhecem as diversas vozes de seus colaboradores, distanciando-se da abordagem “one size fits all”. Algumas práticas são:

  • Espaços de diálogo com moderação para evitar polarizações e debates
  • Grupos focais para conversar sobre questões delicadas de D&I
  • Mentoring para todos os níveis da organização: escuta e orientação
  • Monitoramento de pipeline de candidatos de diferentes experiências e estilos
  • Diferentes horários e condições de trabalho, considerando várias necessidades

 

Em outras empresas, não existe a preocupação com o tema. Em algumas, o trabalho já se iniciou com discussões gerais e um foco inaugural em perseguir algumas métricas para equilibrar a diversidade do quadro de colaboradores.

 

Em que momento está a sua empresa? Você acredita que existe abertura para a diversidade de opiniões/ideias? Como isso reflete na capacidade de inovar?