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CEO da beuty'in
Publicado em 24 de abril de 2026 às 10h57.
O mercado costuma chamar de tendência aquilo que já deu certo. Quando relatórios aparecem, quando números crescem, quando todo mundo começa a falar, aquilo já deixou de ser início. Já virou mercado.
As grandes oportunidades nascem antes disso. Elas começam quando ainda não existe demanda clara, quando o comportamento ainda não está organizado, e muitas vezes quando ele ainda nem foi percebido como comportamento.
Inovação, nesse sentido, é disruptiva e nasce da resposta. Nasce da construção. Quando eu criei a categoria de beleza de dentro para fora, os ALIMETICOS, não havia o conhecimento de ingerir colágeno.
E isso não era presente na rotina, nem tão pouco desejado. Era o início da busca por bem-estar. Um incômodo com soluções superficiais. Uma necessidade de praticidade no dia a dia. Fragmentos de uma tendencia. Ainda não era comportamento, mas era direção.
Foi a partir dessa leitura que vislumbrei uma nova lógica que ali começou a ser desenhada. Transformar ingredientes antes restritos ao universo cosmético em consumo alimentar cotidiano. Era a criação de um novo hábito.
Naquele momento, colágeno era associado a cremes. A ideia de consumir colágeno como parte da rotina parecia estranha. Eu fui chamada de louca! Mas, ao ganhar forma, frequência e contexto, aquilo que não existia e parecia loucura começou a ser incorporado.
E quando um hábito passa a ser repetido, ele deixa de ser novidade. Ele vira comportamento. E quando o comportamento escala, ele vira mercado. Esse padrão se repete. Uma das formas mais consistentes de identificar oportunidades é observar o que ainda não funciona bem na vida real.
O chamado gap comportamental. A diferença entre o que as pessoas querem… e o que conseguem sustentar.
Saúde e bem-estar estão entre as maiores prioridades declaradas. Um mercado hoje de trilhões. Mas, na prática, isso se perde.
Falta tempo.
Falta consistência.
Falta adaptação à rotina.
É nesse espaço que nascem os mercados mais fortes.
Hoje, na minha opinião está nascendo um novo movimento que começa a aparecer. As pessoas estão emagrecendo mais rápido do que nunca. Mas junto com isso, surgiu uma consequência ainda pouco discutida. A perda de massa muscular.
Estudos mostram que, em determinados contextos, uma parte relevante do peso perdido pode vir de massa magra. Isso muda completamente a lógica do resultado. Porque não se trata apenas de peso, se trata de função e estrutura
Músculo é força, mobilidade, metabolismo, autonomia. E esse para mim é o ponto. O mercado ainda fala sobre emagrecimento. Mas o comportamento começa a apontar para outra preocupação: a prevenção e a preservação.
Esse tipo de mudança não nasce em grandes números. Ela aparece em sinais que eu sou especialista em captar. Percebi rapidamente relatos de fraqueza após emagrecimento, dificuldade de manter ingestão proteica adequada, rotinas que não sustentam treino, busca por soluções mais simples e possíveis no dia a dia.
Como já disse acima: fragmentos, novamente. E, quando conectados, eles revelaram para mim um novo cenário. Uma nova oportunidade!
Foi exatamente a partir dessa leitura que surgiu na beautyin uma nova direção. Observando esses sinais antes de se tornarem evidentes, ficou claro que o desafio deixava de ser apenas tomar colágeno para saúde e beleza.
Passava a ser tomar colágeno como fonte de proteína para preservar o corpo durante esse processo. E é desse tipo de antecipação que nasceu a solução: o desenvolvimento de uma fórmula que combina 600g proteína (peptideos de colágeno) e HMB o melhor suplemento para promover aumento e preservação de massa magra.
Assim nasceu a lógica da alta performance, como parte da leitura de um comportamento em formação. Da necessidade de sustentar massa muscular em contextos reais, como emagrecimento acelerado, envelhecimento ou rotinas irregulares.
Mas o ponto principal não é só a fórmula. É o papel que ela ocupa. Tinha que ser leve, sem espessantes, sem açúcar, sem glúten, sem lactose, sem caseína o leite. Tudo isso para facilitar adesão, reduzir a fricção e aproximar a intenção de uso na prática.
Importante lembrar que: preservação muscular não depende de um único fator. Depende de um sistema de: ingestão adequada de proteína, treino de força, equilíbrio metabólico, e suplementação que ajuda.
O que diferencia quem antecipa de quem reage não é acesso à informação. É a capacidade de ler o que ainda não está organizado. De observar sinais antes de virarem discurso. De conectar fragmentos antes de virarem tendência. O que define uma oportunidade não é o volume, é a fricção. É onde as pessoas tentam, mas não conseguem sustentar. É onde existe intenção, mas falta execução.
O futuro não está em usar as novas tecnologias como ferramenta de conhecimento. Está na capacidade de transformar intenção em comportamento real. Porque, no fim, não é sobre o que funciona melhor em teoria. É sobre o que as pessoas conseguem repetir todos os dias.
A pergunta estratégica não é o que o mercado está pedindo. É o que ainda não existe, mas pode ser criado. E quem entende isso antes, não segue tendência, não compete e não melhora o que já existe, simplesmente: constrói o próximo mercado.