Diego Barreto, do iFood e autor do prefácio, e Adriano Lima: início de uma conversa necessária sobre o futuro da liderança
Autor do livro "Você em Ação"
Publicado em 6 de agosto de 2026 às 20h18.
Última atualização em 6 de agosto de 2026 às 20h22.
Na noite do lançamento de Liderança Nada Artificial, enquanto conversava com leitores na Livraria da Travessa, primeiro em São Paulo e depois no Rio de Janeiro, percebi que praticamente todas as conversas terminavam no mesmo assunto.
Ninguém queria saber qual ferramenta de Inteligência Artificial eu considerava mais poderosa ou qual plataforma dominaria o mercado nos próximos anos. A pergunta era outra, muito mais interessante: como fica a liderança quando a Inteligência Artificial passar a realizar boa parte do trabalho intelectual que hoje diferencia profissionais e organizações?
Essa pergunta me acompanha há alguns anos e, na verdade, foi ela que deu origem ao livro. Depois de mais de três décadas ocupando posições executivas em empresas como Itaú Unibanco, Mastercard, Dasa, Neon e Minerva Foods, acompanhei diferentes revoluções tecnológicas.
Vi a internet transformar negócios, a computação em nuvem redefinir operações e os dados se tornarem ativos estratégicos. Nenhuma dessas mudanças, porém, alterou aquilo que sempre esteve no centro das organizações de alta performance: a capacidade de um líder mobilizar pessoas em torno de um propósito comum.
Foi essa convicção que me levou a escrever Liderança Nada Artificial. A obra não nasce para explicar ferramentas ou ensinar comandos. Ela nasce para defender uma tese: quanto mais a Inteligência Artificial evoluir, mais valiosas se tornarão as competências essencialmente humanas.
Liderança, confiança, coragem, ética, empatia e construção de cultura deixarão de ser atributos desejáveis para se tornarem fatores decisivos de competitividade.
Os lançamentos em São Paulo e no Rio de Janeiro reforçaram essa percepção. Tive a alegria de receber líderes empresariais, conselheiros e executivos que participaram desse momento tão especial, entre eles Caio Davi, presidente do Conselho da B3, Gustavo Montezano, ex-presidente do BNDES, além de Diego Barreto, CEO do iFood, que generosamente assina o prefácio da obra.
A presença dessas lideranças mostrou que o debate sobre Inteligência Artificial já ultrapassou o campo da tecnologia e passou a ocupar definitivamente a agenda estratégica das empresas.
Meu propósito com este livro vai além de publicar uma obra. Quero contribuir para formar uma nova geração de líderes capazes de construir organizações mais humanas em um mundo cada vez mais artificial.
Esse movimento continuará por meio de palestras, mentorias, atuação como advisor e projetos estratégicos com empresas que compreenderam que tecnologia acelera resultados, mas liderança continua sendo o elemento que dá direção, cria confiança e transforma culturas.
Espero que Liderança Nada Artificial seja lembrado não apenas como um livro lançado em 2026, mas como o início de uma conversa necessária sobre o futuro da liderança.
Minha ambição é ajudar a posicionar o Brasil como referência mundial na discussão sobre o lado humano da Inteligência Artificial, porque acredito profundamente que o futuro pertencerá às organizações que conseguirem combinar excelência tecnológica com liderança genuinamente humana.