E-commerce de vinhos raros para colecionadores estreia no Brasil

Com rótulos que vão de 100 reais a 30 mil reais, a Winetrader é o primeiro marketplace de vinhos raros do país: nele, colecionadores podem vender e comprar as garrafas mais exclusivas

Não é só a safra, a posição geográfica ou o tempo de fermentação que define o preço de um vinho. Alguns rótulos são tão exclusivos que até mesmo os maiores amantes da bebida têm dificuldade para encontrar. Pensando nesse cenário, o e-commerce brasileiro Winetrader está lançando aqui no Brasil um modelo que já é conhecido lá fora: marketplaces onde colecionadores podem vender e comprar as garrafas mais distintas.

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Inspirada em bandeiras americanas, a Winetrader nasce com o objetivo de ser a primeira plataforma brasileira consolidada em unir compradores e vendedores de vinhos premium e raros. O marketplace foi fundado pelos colecionadores Paulo de Oliveira, Anderson Lellis e Breno Arruda. Todos os rótulos comercializados no e-commerce passam pelo crivo do trio e dos curadores da marca, a fim de garantir as garrafas mais seletas. 

Embora o marketplace seja voltado para apreciadores mais experientes e de alto poder aquisitivo, a garrafa mais barata disponível na Winetrader custa apenas 100 reais. A mais cara, 30.000 reais. “A Winetrader é uma vitrine estratégica para distribuidores e importadores colocarem seus rótulos. Enxergamos uma oportunidade no mercado de compra e venda de vinhos raros e notamos que os vendedores e compradores de vinhos não encontravam uma opção voltada especificamente para este segmento e acabavam usando plataformas generalistas como o Mercado Livre”, comenta o sócio Paulo de Oliveira.

A estreia da Winetrader se dá em um momento muito positivo para o setor de vinhos no Brasil. Segundo a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), o consumo da bebida cresceu 18,4% entre os brasileiros em 2020: passou de 360 milhões de litros para 430 milhões de litros comercializados. A alta foi a maior entre os países associados a OIV, ainda que o mercado de vinho nacional represente só 2% do volume mundial. "Desde o início da pandemia, grandes empresas tiveram de acelerar seu processo de transformação digital. Isso alavancou nosso crescimento logo nos primeiros meses, pois o mercado estava extremamente aquecido. Esperávamos um começo mais tranquilo, mas foi exatamente o contrário”, afirma Oliveira. 

Vinho como investimento 

Não é à toa que o nome escolhido para o marketplace brasileiro de vinhos seletos seja Winetrader. Segundo os sócios da marca, além dos apreciadores e colecionadores da bebida, outro público visado são os investidores de vinhos, que adquirem rótulos raros como se fossem ações de médio prazo.

Com garrafas raríssimas que podem chegar a milhares de dólares, como é o caso do Romanée-Conti 1.945, vendido por 558.000 dólares em 2018, investir em vinhos finos pode trazer rentabilidade média anual de 13%. Além disso, a desvalorização desse tipo de ativo é mais difícil de ocorrer, já que quanto mais velho o vinho, mais apreciado ele é.

No caso da Winetrader, a ideia é também atrair colecionadores que possuem rótulos raros como investimento. Para garantir que as garrafas que entram no e-commerce são verdadeiras, os vinhos disponibilizados na plataforma passam por vistoria. “Usamos fotos detalhadas dos vinhos para avaliação do estado da garrafa. Nosso critério de avaliação consiste em conferir que a garrafa entregue seja a mesma que foi anunciada. Em alguns casos, podemos visitar o cliente para conhecer os vinhos e auxiliar na venda”, explica o sócio Anderson Lellis Vieira. 

Atualmente, cerca de 500 rótulos raros estão disponíveis no site da Winetrader. Até o final do ano, a expectativa é ofertar mais de 3.000 rótulos finos.

 

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