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Por que diversidade de gênero nas empresas significa mais lucro

Aumentar em 30% o número de líderes femininas faz o lucro crescer 6%, mostram estudos debatidos no Fórum Mulheres na Liderança

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Debate: a iniciativa de desenvolver lideranças femininas deve começar com o CEO (Flávio Santana/Exame)

Debate: a iniciativa de desenvolver lideranças femininas deve começar com o CEO (Flávio Santana/Exame)

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Júlia Lewgoy

Publicado em 19 de outubro de 2017 às, 23h18.

Última atualização em 20 de outubro de 2017 às, 00h08.

São Paulo – O debate sobre a diversidade de gênero nas empresas não é um modismo, mas um caminho essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Consumidores cobram a presença de mulheres na produção. Por isso, o engajamento de CEOs na transformação é obrigatório. Esse foi o tom do debate entre líderes de grandes empresas presentes no Fórum Mulheres na Liderança, que aconteceu nesta quinta-feira, em São Paulo.

O evento é realizado por EXAME em parceria com a Woman in Leadership in Latin America (WILL), organização que se dedica a promover o desenvolvimento de lideranças femininas. Para presidentes de grandes empresas dedicados à promoção da diversidade de gênero, mulheres na liderança significam mais negócios.

“Não estamos fazendo um favor para as mulheres. Essa é uma discussão estratégica e racional para construir um mundo dos negócios melhor”, afirmou o presidente da EY Brasil, Luís Sergio Vieira. Segundo ele, as pesquisas indicam que aumentar em 30% o número de líderes femininas faz o lucro crescer 6%, em média.

“Se não fizermos nada agora, vai demorar 100 anos para termos equidade na liderança das empresas”, alertou a presidente da Schneider Electric, Tania Cosentino. Ela destacou que é papel dos CEOs engajar os demais líderes para promover a inclusão de gênero e acelerar esse movimento.

Mas como fazer isso? Um caminho é incentivar que mulheres ocupem cargos em áreas das empresas tradicionalmente masculinas. O presidente do Citibank, Helio Magalhães, contou que o banco passou a treinar funcionárias que tivessem interesse em trabalhar na tesouraria, um setor ocupado tradicionalmente por homens. “É preciso dar suporte para que as mulheres cheguem até onde quiserem”, disse.

Outra iniciativa importante é equiparar salários de todos os homens e mulheres que tiverem o mesmo cargo e tempo de casa. Foi o que fez a SAP. “É preciso quebrar diretrizes e tomar decisões para que a equidade de gênero aconteça de forma natural”, disse a presidente da SAP, Cristina Palmaka.

Dar exemplos de lideranças fortes femininas também é um passo importante para garantir a inclusão de gênero em todos os setores das empresas. “É muito difícil mudar quando não enxergamos modelos a serem seguidos”, destacou a fundadora da Beleza Natural, Leila Velez.

Mas por que ainda é tão difícil colocar o debate da diversidade de gênero em prática? “Os homens não foram educados para sentir; só para lucrar. Nós, homens, precisamos colocar nosso coração na causa”, defendeu o presidente da Bayer, Theo van der Loo.

Para a diretora-presidente da WILL, Silvia Fazio, incluir os homens no debate é essencial para que a transformação aconteça. “Precisamos gerar empatia para que todos entendam a posição da mulher”, disse Silvia.

O Fórum Mulheres na Liderança teve, também, um bate-papo com Ana Paula Vescovi, titular da Secretaria do Tesouro Nacional, e a premiação de empresas que se destacaram num abrangente estudo sobre a liderança feminina.

As conclusões desse estudo fazem parte da reportagem de capa da revista EXAME desta semana, que aborda a liderança feminina nas corporações. A revista será distribuída nesta sexta-feira aos assinantes e bancas e, no mesmo dia, será publicada integralmente no site EXAME.

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