FMI avalia manter home office duas ou três vezes por semana

O FMI se junta à lista de instituições que procuram alternativas para acomodar os funcionários após um ano de confinamento devido às necessidades de distanciamento social trazidas pela Covid-19

Enquanto planeja o retorno dos funcionários à sede em Washington, o Fundo Monetário Internacional elabora uma estratégia para que seu pessoal siga trabalhando parte da semana em casa mesmo após a pandemia, o que poderia reduzir as necessidades de espaço físico da instituição.

Embora a emergência sanitária em Washington pareça ter diminuído, os colaboradores do FMI, que trabalham em casa desde o ano passado devido à Covid-19, terão permissão para continuar atuando desta forma a partir de setembro, como parte de um teste, de acordo com pessoas familiarizadas com o plano, que pediram anonimato porque as discussões são privadas.

Para os que optarem pelo home office, a maioria faria isso em dois ou três dias da semana, segundo o plano discutido com o conselho executivo no mês passado, afirmaram as fontes. Mais de 90% dos 2.700 funcionários do fundo têm Washington como base.

No futuro imediato, o FMI pretende manter os dois prédios que funcionam como sede. No entanto, diante da possível diminuição da necessidade de espaço, os participantes da reunião discutiram a possibilidade de vender o edifício de 12 andares conhecido como HQ2, acrescentaram os entrevistados. O plano estabelece que os funcionários compartilhem mesas e espaço de trabalho quando colegas de outros locais estiverem no escritório, disseram.

O FMI emprega pessoas de 150 países, que também terão permissão para trabalhar até um mês do ano em qualquer lugar do mundo, segundo as fontes.

Nenhuma decisão foi tomada ainda sobre os planos de home office, afirmou o porta-voz do FMI, Gerry Rice, em e-mail enviado em resposta a um pedido de comentário da reportagem.

“Ainda estamos em uma fase preliminar, considerando várias opções de arranjo de trabalho para a equipe daqui para frente”, escreveu Rice. “O objetivo primordial, como sempre, sejam quais forem as modalidades de trabalho, será garantir a saúde e segurança de nossa equipe e prestar o melhor atendimento possível aos nossos membros.”

O FMI se junta à lista de instituições que procuram alternativas para acomodar os funcionários após um ano de confinamento devido às necessidades de distanciamento social trazidas pela Covid-19. Alphabet (dona do Google), Ford Motor e Citigroup estão entre as companhias que prometeram mais flexibilidade. No entanto, muitos líderes de grandes corporações defenderam publicamente a volta aos escritórios. Jamie Dimon, presidente do JPMorgan Chase, declarou recentemente durante uma conferência que o home office não funciona “para quem quer vantagem”.

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