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Como se vive nas cidades conectadas

Como usar a tecnologia para criar cidades inteligentes, saúde 2.0 e uma economia urbana criativa?

Smartphone Galaxy S II, da Samsung (Reprodução)

Smartphone Galaxy S II, da Samsung (Reprodução)

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Da Redação

Publicado em 27 de fevereiro de 2013 às 10h24.

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São Paulo - Nosso smartphone é quase um vício. Uma pesquisa realizada pela revista Time em parceria com a Qualcomm, fabricante de chips, com 4 700 pessoas no Reino Unido e em sete países — Estados Unidos,  Brasil, China, Índia, Indonésia, Coreia do Sul e África do Sul — mostra que 60% dos entrevistados verificam o aparelho celular pelo menos uma vez a cada meia hora e 68% utilizam o dispositivo no transporte público.

Então, como podemos utilizar esse pequeno vício para criar cidades inteligentes, saúde 2.0 e uma economia urbana criativa? Em Londres, foram instaladas lixeiras que oferecem conexão wi-fi e em suas duas telas de LCD você tem informações valiosas sobre a capital britânica. Nas cidades indianas Nova Délhi e Bangalore, a rede social Metromates conecta pessoas com interesses comuns que usam diariamente o sistema de metrô.

Vivemos em um mundo onde sabemos o que aconteceu no Japão em tempo real, mas não sabemos o nome do nosso vizinho. Para resolver esse problema, foi lançada nos Estados Unidos a nextdoor.com, rede social para gente que mora na mesma rua, para voltarmos a pedir uma xícara de açúcar. A pequena cidade de Monmouth, no País de Gales, de 8 000 habitantes, tornou-se em maio deste ano a primeira Wikipedia Town do mundo. Foram insataladas 1 000 placas de QR code pela cidade, que ajudam transeuntes a obter informações. 

Essas experiências são importantes para você por duas razões. Em primeiro lugar, elas revelam maneiras modernas de viver — e trabalhar — nas cidades conectadas. Quando estiver no Rio de Janeiro, acesse 1746.rio.gov.br para pegar informações de trânsito, mas também para avisar se um semáforo quebrou ou uma árvore caiu. Em São Paulo, se você terminar suas tarefas antes da hora, passe no Cochilo (cochilo.com.br) e dê uma dormidinha para repor as energias antes do próximo compromisso. 

A segunda razão para acompanhar essas experiências é a possibilidade de enxergá-las como uma oportunidade de negócios. Todo tipo de serviço que pode facilitar a vida do cidadão, melhorar sua produtividade ou permitir que ele dedique mais tempo ao lazer ou à saúde e que pode ser prestado via web pode virar um negócio. Precisamos desses serviços porque buscamos uma vida urbana generosa e inteligente, que nos leve de uma economia baseada na produção e no emprego a uma economia baseada na inovação. 

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