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Como me tornei um profissional de recursos humanos

São Paulo - Assim como vários colegas de sua geração, o economista Victor Matheus, de 47 anos, hoje gerente-geral de RH da LG, disse “não” ao ser, logo no início da carreira, convidado a trabalhar em recursos humanos. Como trainee da Unilever, seu ideal era atuar na área financeira. Não foi o que aconteceu. Com […]

Victor Jose Matheus, gerente geral de RH da LG (Paulo Pampolim / Hype)

Victor Jose Matheus, gerente geral de RH da LG (Paulo Pampolim / Hype)

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Da Redação

Publicado em 28 de novembro de 2013 às 18h57.

São Paulo - Assim como vários colegas de sua geração, o economista Victor Matheus, de 47 anos, hoje gerente-geral de RH da LG, disse “não” ao ser, logo no início da carreira, convidado a trabalhar em recursos humanos. Como trainee da Unilever, seu ideal era atuar na área financeira.

Não foi o que aconteceu. Com um perfil identificado pela companhia como mais ligado à gestão de pessoas, Matheus não teve muita escolha e, durante seus cinco anos de Unilever, passou por várias funções dentro do RH – do corporativo ao chão de fábrica – e, da mesma forma que os colegas de sua geração, nunca mais pensou em sair da área. Da gigante anglo-holandesa, Matheus foi montar o RH da startup Pisa – Papel Imprensa S/A, em Jaguariaíva, no interior do Paraná.

“Deixei de seguir regras para criar as regras”, diz. Ganhou em aprendizado e em qualidade de vida. Como em qualquer típica cidade do interior, Matheus podia almoçar em casa com a família todos os dias.

Mas ele sabia que esse era um projeto com data para acabar e, após cinco anos, voltou para São Paulo como gerente de consultoria da PwC – e sua vida mudou completamente. Ao desenvolver projetos de gestão de mudança para clientes no Brasil todo, ele só encontrava a família nos fins de semana.

E foi justamente em busca de mais tempo para a mulher e os filhos que ele deixou a PwC e voltou para o Paraná, desta vez para a capital, onde assumiu o cargo de gerente sênior de RH para operações do HSBC, que havia entrado recentemente no país após adquirir o Bamerindus. Foram três anos nas áreas de operações do banco, uma passagem rápida pela IBM e dois anos de Nestlé, antes de chegar ao cargo atual, na LG.

Na empresa coreana desde 2010, Matheus tem trabalhado na reestruturação de áreas e na introdução de modelos de meritocracia, e diz o que ainda falta aprender no mundo do RH: “Se você consegue alinhar o interesse da organização e a satisfação das pessoas, cria uma avenida de soluções. O que me falta é aprender a fazer com que tudo isso aconteça de forma suave”.

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