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América Latina é onde mais pessoas são contratadas por empresas gringas

Custo mais baixo da hora salarial e oferta de profissionais têm reforçado tendência de contratações internacionais e de globalização das profissões

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Avenida Paulista: Brasil vive desafio da fluência de inglês como impeditivo (Roberto Parizotti/Fotos Públicas)

Avenida Paulista: Brasil vive desafio da fluência de inglês como impeditivo (Roberto Parizotti/Fotos Públicas)

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Victor Sena

Publicado em 15 de fevereiro de 2022 às, 14h41.

Última atualização em 16 de fevereiro de 2022 às, 11h11.

Com a digitalização dos negócios durante a pandemia e a ascensão do home office, o mercado de trabalho começa a ver uma queda de fronteiras. O chamado anywhere office é apontado como uma das tendências definitivas pós-pandemia, o que tem sido confirmado por dados que "olham" a situação por diversos viéses.

A consultoria de recrutamento Page Group, por exemplo, viu um crescimento de 20% no modelo em 2021 na comparação com 2020 dentro de sua atuação.

Dados da startup Deel, que oferece soluções para empresas que buscam ajuda para fazer contratações, mostram que a América Latina é a região que teve o maior crescimento no número de contratações no mundo.

Entre julho e dezembro de 2021, as admissões de profissionais da região pela plataforma de contratações internacionais subiram 156%. A região tem sido alvo das empresas principamente dos Estados Unidos e da Europa. Além disso, a região também lidera como contratante. A taxa de crescimento de contratações feitas em países latinos subiu 286%.

O número na América Latina foi puxado principalmente pela Argentina. A lista de cinco países envolve Filipinas, Estados Unidos, Argentina, Índia e Reino Unido.

"Hoje, pela plataforma da Deel, nós temos 7 mil profissionais contratados somente nas Filipinas. Eles têm um custo de hora baixo, têm oferta e não têm empresas locais", conta Cristiano Soares, country manager da empresa no país. "Agora, eles não precisam mudar para países que solicitam a mão de obra deles. É melhor para a empresa e para eles também".

Já a lista de cinco países que mais contrataram tem até uma presença latina maior. Ela é formada por República Dominicana, Argentina, Costa Rica, Malásia e Israel.

"Os Estados Unidos já tinham, antes da pandemia, a cultura de contratar profissionais de fora, mas mesmo assim você tinha uma cultura, mesmo em startups, de trabalhar local. Contratar remotamente é um desafio, mas gerir um time remotamente é um desafio maior. Agora, é como se abrisse um portal e você pudesse contratar uma pessoa de qualquer lugar", diz Soares.

Segundo Cristiano Soares, o Brasil ainda está "engatinhando" neste intercâmbio global. Entre os principais empecilhos, está a falta da fluência em inglês, o que complica tanto para empresas baseadas aqui e que têm gestores que falam apenas português como para o profissional brasileiro que será contratado para trabalhar para fora.

Dentro da Europa, a região do leste europeu é a que tem oferecido mais profissionais a empresas da parte ocidental.

Especializada em assessorar essas contratações, a Deel foi fundada pouco antes da pandemia. Com a ascenção do trabalho remoto, disparou em valor em dois anos: de zero a cerca de US$ 6 bilhões. No mundo, a empresa já auxiliou a contratação de 44 mil profissionais.

Dentro desse cenário de globalização das profissões, a área de tecnologia é mais quente. Engenheiros de software, executivos de contas e engenheiros de garantia de qualidade são profissionais são os profissionais mais buscados.

Para o executivo da Deel, o movimento começou pelas áreas de tecnologia — que tem sofrido com um déficit de profissionais de tecnologia —,  mas todas as carreiras podem se enquadrar.

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