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A estratégia do Itaú para driblar a escassez de profissionais de tecnologia

Banco firmou parceria com a escola de programação École 42 em que, além de formação em programação, estudantes são inseridos na cultura da instituição por meio de projetos

Agência do Itaú: parceria entre o banco e École 42 forma estudantes em tecnologia (Itaú/Divulgação)

Agência do Itaú: parceria entre o banco e École 42 forma estudantes em tecnologia (Itaú/Divulgação)

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Luciana Lima

Publicado em 20 de janeiro de 2023, 07h07.

Última atualização em 20 de janeiro de 2023, 09h22.

Por ano, quase 30 mil vagas na área de tecnologia ficam abertas no mercado por falta de profissionais capacitados. A expectativa é que a demanda por profissionais tech salte de 70 mil para 329 mil vagas por ano até 2024, segundo relatório da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom).

A dificuldade em contratar profissionais de tecnologia não é diferente nem mesmo para o Itaú, um dos maiores bancos do Brasil. Para resolver o problema do gap de mão de obra na área, a Instituição Financeira firmou uma parceria com a École 42, escola de programação que oferece uma metodologia inovadora, sem professores. 

A parceria acontece por meio do programa 42 Labs, em que estudantes da escola desenvolvem projetos reais de empresas parcerias durante cinco meses. Para o Itaú, foi a solução perfeita: se aproximar de novos profissionais de tech já inseridos na cultura do banco.

Desde que a parceria começou, em 2020, foram mais de 20 estudantes que participaram do programa e foram contratados pelo Itaú.

“Além de ter acesso a talentos que o mercado ainda não viu, apoiamos a formação de mão de obra qualificada para uma área que passa por uma necessidade grande de profissionais mais completos”, diz Thiago Charnet, diretor de Tecnologia do Itaú Unibanco.

Equipe completa

Além do maior acesso aos disputados talentos, as empresas encontram no Labs a possibilidade de admitir uma equipe completa de tecnologia, que já chega sabendo trabalhar e resolver problemas coletivamente, e a possibilidade de recrutar talentos que já estarão imersos nas suas culturas e ambientes técnicos (conjuntos de ferramentas e sistemas utilizados).

A diminuição do tempo de ramp up (como é conhecido o tempo de formação até uma pessoa estar pronta para desempenhar suas funções) do novo profissional e a possibilidade de contratar devs em formação já com experiência de mercado são outros diferenciais positivos que as empresas identificam no projeto social desenvolvido pela escola.

“O Labs 42 existe prioritariamente para que os alunos possam experimentar, na prática, o desafio que vivem os profissionais da tecnologia dentro das empresas. A contratação deles é consequência dessa iniciativa, que tem se provado cada vez mais eficiente", diz Lula Rodrigues, CTO na 42 em São Paulo.

"Os que não vão para as empresas parceiras durante o projeto, finalizam o Labs seguros e começam a se aplicar para processos seletivos, antes mesmo de concluírem a formação na 42. Assim, praticamente todos terminam o curso empregados”, afirma.

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