Tiro ao Guedes: esporte que não se presta a resgatar o valor do Orçamento

Orçamento é a lei mais desmoralizada da República, um papel que não vale seu valor de face

Há uma escalada nas críticas ao ministro da Economia, Paulo Guedes, principalmente depois da confusão em torno da aprovação do Orçamento Geral da União. O parlamento se preocupou muito em aumentar emendas que atendiam a seus interesses, e isso não é nenhuma novidade. Mas mexeu nas contas de forma indevida.

Cancelar despesas obrigatórias é maquiar a realidade, coisa que pode até ser feita no papel. Só que a realidade insiste em desmanchar rascunhos mal feitos. Essas contas virão este ano, e ainda outras. O Congresso tapou o sol com a peneira, disse ter negociado com a equipe de Guedes – que estrilou e aconselhou o presidente Jair Bolsonaro a vetar a peça orçamentária.

O Orçamento é uma lei, mas de todas talvez seja a mais desmoralizada da República. Todo ano ela não é cumprida, seja porque as receitas não se confirmam, porque os gastos são sempre maiores que a previsão do governo, porque os parlamentares querem sempre mais… No final, é um papel que não vale seu valor de face.

O país já deveria ter aprendido a lição quando tratava da mesma forma a moeda. Ao controlar a inflação, o real deixou a histórica desmoralização das moedas anteriores e se firmou como um patrimônio defendido pelo povo, com empenho em não aceitar improvisos e maquinações que desmereçam seu valor.

O país precisa também resgatar seu orçamento, como fez com a moeda, para consolidar o trabalho institucional de fortalecimento da economia. E não serão os tiros em Paulo Guedes que farão esse serviço.

* Márcio de Freitas é analista Político da FSB Comunicação

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