Live: Investimento em infraestrutura é saída para retomar economia

Representantes do poder público e setor privado reconhecem potencial da infraestrutura para reerguer país

Por Bússola

A aposta em projetos de infraestrutura é a saída para recuperar e alavancar a economia brasileira, fortemente impactada pela pandemia. Essa conquista, no entanto, só virá com o avanço da parceria entre setores público e privado, no sentido de promover melhorias nas questões regulatórias e priorização de projetos estruturantes de setores como óleo e gás, transporte e logística, saneamento, energia, telecom e outros.

Além disso, o poder público terá que se comprometer com orçamento adequado aos projetos de infraestrutura, que hoje têm desempenho pífio no Produto Interno Bruto (PIB), da ordem de 1,71% ao ano, quando seriam necessários três vezes mais, pelos próximos 20 anos. Já o setor produtivo terá que garantir a continuidade de projetos apresentados.

Essa é a avaliação de lideranças do mercado e de representantes do Governo, que participaram hoje (02) da live “Infraestrutura: o caminho da retomada econômica”, promovida por Bússola.

Com mediação de Rafael Lisbôa, diretor de Bússola, o webinar reuniu Cláudio Medeiros, presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicon); Bruno Westin, Secretário Especial Substituto da Secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI); Venilton Tadini, presidente-executivo da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) e Nicola Miccione, secretário de estado da Casa Civil do RJ, à frente do leilão da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae).

De forma objetiva, o presidente do Sinicon avalia que o investimento em infraestrutura é capaz de reabilitar a economia brasileira. “O setor da construção pesada é o que melhor remunera seus funcionários, em cerca de 15% acima do padrão nacional”, afirmou, para mostrar o potencial dessa indústria e a força da infraestrutura. “Investimento em infraestrutura é vacina para a economia”, disse Cláudio Medeiros, referindo-se ao cenário atual, com grave aumento do desemprego, que atinge 14,3 milhões de pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Otimista com o potencial do setor, de responder aos investimentos em infraestrutura, Medeiros declarou que a indústria pesada poderá gerar 2 bilhões de empregos diretos nos próximos dois anos. “É um setor que alavanca os demais setores da economia”. Também animados com os resultados recentes do leilão da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), maior concessão de infraestrutura de saneamento do país, Bruno Westin e Nicola Miccione trouxeram contribuições importantes à busca da retomada econômica para o Brasil.

Bruno afirmou que hoje tem 200 projetos de infraestrutura na carteira do PPI e que todos são tratados como prioridade pelo governo, assim como ocorreu com o da Cedae e o de Alagoas, próximo da fila. Citou projetos que definiu como de grande impacto de transformação, como o de desestatização do Porto de Santos; da BR-381 (MG), um grande gargalo para área de transporte e logística; assim como o da Ferrogrão e outros fora do setor logístico, também prioritários para o PPI, como a privatização dos Correios e da Eletrobras.

“São projetos que vão promover grandes transformações nesses setores", disse, referindo-se à melhoria na prestação de serviços, no caso dos Correios, e ao aumento da capacidade de investimentos, no caso da Eletrobrás, com perspectiva de potencializar investimentos de R$ 14 bilhões.

Perspectivas

O secretário Nicola Miccione usou o exemplo de sucesso do leilão histórico da Cedae para mostrar a importância da governança na modelagem de projetos, com envolvimento do BNDES. “O leilão dos três blocos permitirá um aporte de R$ 121 bilhões na economia fluminense.” E fez uma projeção desse impacto positivo: “Serão R$ 930 bilhões durante 30 anos, na economia”. Destacou ainda a importância de o governo manter a parceria público-privada. “É um jogo de ganha-ganha”, disse.

Em defesa do aumento de investimentos públicos no setor de infraestrutura, Venilton Tadini, da Abdib, afirmou que no Brasil ainda há uma participação substantiva do setor público com relação ao estoque de infraestrutura. “Não há falta, mas a má alocação de recursos”, disse. Segundo ele, o problema precisa ser enfrentado. “Poderíamos ter dotação orçamentária mais adequada para avançarmos no processo de investimento com estruturação de projetos da parte do poder público.” Tadini também não poupou o setor privado e disse que é necessário dar continuidade à apresentação de projetos.

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