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Conflitos políticos ameaçam o crescimento de novos negócios internacionais

Conheça os 10 principais riscos para as empresas que buscam fazer negócios internacionais nos próximos três meses

Estagflação e guerra na Ucrânia estão entre os principais riscos (W.G. Dunlop/AFP Photo)

Estagflação e guerra na Ucrânia estão entre os principais riscos (W.G. Dunlop/AFP Photo)

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5 de dezembro de 2022, 18h57

  1. Estagflação sustentada
  2. Escalada do conflito entre Rússia e Ucrânia
  3. Competição Estados Unidos-China
  4. Desaceleração econômica da China
  5. Dificuldades nas cadeias de suprimentos
  6. Políticas climáticas
  7. Vulnerabilidades cibernéticas
  8. Possíveis novas ondas de covid-19
  9. Capacidade de pagamento das dívidas em mercados emergentes
  10. Política na União Europeia.

Estas são as dez principais ameaças às empresas que buscam fazer negócios internacionais nos próximos três meses, segundo o Relatório Global de Riscos de Negócios, divulgado pela CIAL Dun & Bradstreet. Este estudo, desenvolvido em parceria com a Dun & Bradstreet Worldwide Network, utilizando a maior base de dados comerciais do planeta, conta com mais de 10 milhões de atualizações diárias sobre mais de 460 milhões de empresas em todo o mundo. O levantamento demonstra uma piora neste terceiro semestre, sendo um dos piores resultados desde quando o estudo começou a ser realizado no primeiro trimestre de 2018.

O balanço aponta para um cenário desafiador para as empresas. O estudo considerou empresas localizadas em 132 países, incluindo Brasil, que foram monitoradas pela CIAL D&B e que correspondem a 99% do PIB global.

Para chegar nesta lista, economistas da D&B Worldwide Network estabeleceram uma pontuação em que é calculado cada cenário de risco por meio de avaliações. A primeira se refere à magnitude do efeito provável do cenário no ambiente operacional, em uma escala de 1 a 5, de menor e maior impacto, respectivamente. E a segunda avaliação é relacionada à probabilidade de ocorrência desses eventos de até 100 pontos para cada um dos cenários de riscos.

As pontuações de cada cenário são utilizadas para calcular a situação geral do estudo, que aumentou para 321 pontos no terceiro trimestre de 2022, ante 315 no segundo trimestre, o que indica uma piora no ambiente de risco. Quanto maior a pontuação, maior o impacto global. Em comparação com o estudo do segundo trimestre, a maioria dos cenários de risco piorou ou permaneceu no mesmo nível, com alguns novos riscos surgindo.

O estudo detalha ainda que embora a pontuação tenha aumentado no terceiro trimestre, ainda está abaixo dos 332 pontos registrados no segundo e terceiro trimestres de 2020 devido à pandemia.

“Acho importante ressaltar a importância deste ranking para empresas que fazem negócios em outros países. A pontuação final do GBS [Global Business Impact] neste terceiro trimestre cresceu, e cresceu consideravelmente em relação a níveis já elevados. Isso significa que o futuro será ainda mais desafiador para empresas que precisam manter um ecossistema global”, afirma Marcos Maciel, CEO da CIAL Dun & Bradstreet no Brasil.

O relatório aponta para uma dificuldade ainda maior para os bancos centrais de mercados desenvolvidos em manter a credibilidade, pois lutam para transmitir sua capacidade de conter a inflação e mantê-la dentro ou próxima de sua meta declarada.

“A incapacidade dos bancos centrais de controlar a inflação de forma confiável pode sufocar a demanda, enquanto as pressões de oferta que contribuíram significativamente para a inflação permanecem inalteradas. Quanto mais tempo demorar para que a inflação se normalize, maior será a expectativa de que os aumentos sucessivos de juros terão de ser ainda mais dramáticos”, diz Maciel.

Estagflação e guerra entre Rússia e Ucrânia: líderes de risco

A pontuação do indicador "estagflação sustentada", que lidera a lista, chegou a 51, em uma variação que pode chegar a 100. Isso significa que as empresas vão ficar em cima do muro em relação às decisões de contratação e investimento, prolongando um período de crescimento lento e inflação intermitentemente alta.

Com 48 pontos, a escalada do conflito entre Rússia e Ucrânia ficou em segundo lugar por conta do cenário da Europa se desvincular do fornecimento de gás russo, o que pode levar a Rússia a castigar membros da União Europeia cortando drasticamente o fornecimento de gás, o que traria riscos no fornecimento de energia para as empresas, em especial as Europeias.

A desaceleração econômica da China também tem se tornado mais preocupante a cada trimestre do estudo. O relatório mostra que a meta de crescimento do país de 5,5% está cada vez mais fora do alcance e que o foco agora é conter os danos. “Até agora, o apoio à política fiscal e monetária não conseguiu reativar os motores de crescimento, enquanto o ambiente econômico global também piorou. A desaceleração da China agora provavelmente prejudicará ainda mais os mercados emergentes asiáticos e os exportadores de commodities”, diz o estudo.

"Todos os riscos elencados no estudo acendem um sinal de alerta para as empresas que operam internacionalmente. Segundo o relatório, é necessário que elas possuam planos de contingência para a interrupção repentina de cadeias de suprimentos aparentemente seguras e aumentem a conscientização sobre o ambiente econômico global e os desenvolvimentos geopolíticos", declara Maciel.

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