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Bombeiros confirmam 10 mortes após desabamento no Capitólio

Desmoronamento de rocha terminou com mais de 30 feridos; dois últimos corpos de vítimas foram encontrados nesta tarde

Capitólio é um destino turístico de Minas Gerais, a 293 km de Belo Horizonte, conhecido pelo Lago de Furnas e pelos paredões de mais de 20 metros de altura (EyePress/Reuters)

Capitólio é um destino turístico de Minas Gerais, a 293 km de Belo Horizonte, conhecido pelo Lago de Furnas e pelos paredões de mais de 20 metros de altura (EyePress/Reuters)

Drc

Da redação, com agências

Publicado em 9 de janeiro de 2022 às 11h08.

Última atualização em 9 de janeiro de 2022 às 16h14.

Os corpos das duas últimas vítimas desaparecidas no desmoronamento de um bloco de pedras no Lago de Furnas, no município de Capitólio, foram encontrados na tarde deste domingo, 9, informou o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.

O oitavo corpo havia sido resgatado de manhã. Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal de Passos (MG), onde estão sendo identificados com a ajuda de papiloscopistas enviados pela Superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte.

Os trabalhos de busca recomeçaram às 5h deste domingo e envolvem cerca de 50 pessoas, entre bombeiros e militares da Marinha. Ao todo, 11 mergulhadores do Corpo de Bombeiros atuaram na operação.

As operações haviam sido interrompidas às 19h de ontem por falta de visibilidade. O desabamento ocorreu por volta das 12h30, quando um grande bloco de pedra se desprendeu do cânion do Lago de Furnas e caiu sobre pelo menos três lanchas. Duas embarcações afundaram.

Além dos dez mortos, a tragédia deixou 32 pessoas feridas. Pelo menos dois dos feridos tiveram fraturas expostas e passaram por cirurgias em hospitais da região.

Como ocorreu o acidente

O incidente teria ocorrido com uma "cabeça d´água" na região dos cânions, com o rolamento de pedras e estruturas rochosas, que atingiram ao quatro embarcações, das quais duas teriam afundado, disse ontem um porta-voz da corporação. Minas Gerais tem sido atingida por fortes chuvas nos últimos dias.

Nas imagens de um vídeo divulgado nas redes sociais minutos após o desabamento, é possível ver o momento em que um pedaço de pedra vindo de um dos cânions do local se solta e acerta ao menos três barcos nas redondezas.

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Identificação das vítimas

O único identificado formalmente foi Julio Borges Antunes, de 68 anos, nascido em Alpinópolis (MG). O corpo já foi liberado para sepultamento. Houve também a qualificação de outras 9 pessoas que estavam na mesma lancha de Antunes.

Um homem de 40 anos, natural de Betim, que seria o piloto da lancha. Uma mulher de 43 anos, de Cajamar (SP) e sua filha de 18 anos, natural de Paulínia. Um homem de 67 anos, nascido em Anhumas (SP), sua mulher de 57 anos, seu filho de 37 anos e seu neto de 14 anos - ambos desaparecidos até o momento da entrevista. Um homem de 24 anos, natural de Campinas e um homem de 24 anos, nascido em Passos.

Reação de autoridades

A Marinha do Brasil, em nota, afirmou que abrirá um inquérito para apurar as causas e circunstâncias do deslizamento e afirmou ter deslocado equipes de busca e salvamento para o local para que prestem "o apoio necessário às tripulações envolvidas no acidente, no transporte de feridos para a Santa Casa de Capitólio, e no auxílio aos outros órgãos".

"Furnas deslocou, imediatamente, equipes de Busca e Salvamento (SAR) para o local, integrantes da Operação Verão ora em andamento, a fim de prestar o apoio necessário às tripulações envolvidas no acidente, no transporte de feridos para a Santa Casa de Capitólio, e no auxílio aos outros órgãos atuando no local", disse a Marinha.

No Twitter, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), prestou solidariedade às famílias atingidas pelo desabamento. Ele afirmou que o "Governo de Minas está presente desde os primeiros momentos através da Defesa Civil e Corpo de Bombeiros" e que os trabalhos de resgate ainda estão em andamento. "Seguiremos atuando para fornecer o apoio e amparo necessários", escreveu.

Capitólio é um destino turístico de Minas Gerais, a 293 km de Belo Horizonte, conhecido pelo Lago de Furnas e pelos paredões de mais de 20 metros de altura. Havia entre 70 e 100 pessoas em embarcações na região no momento do deslizamento.

*Com Reuters e Agência Brasil

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