Quadrilha que extorquia políticos com ameaças de fake news é alvo de operação

Grupo condicionava remoção das notícias falsas ao pagamento de quantias, com a contratação de serviços de publicidade

Uma organização criminosa que usava informações falsas para chantagear políticos da Baixada Fluminense e Costa Verde é alvo de uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público do estado na manhã desta segunda-feira. O objetivo da operação Usuário Fake é cumprir um mandado de prisão e oito de busca e apreensão em várias partes do estado, inclusive, dentro do complexo penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste. Uma das vítimas do grupo foi o prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis. Ele contratou a Informarketing para a Prefeitura após ser ameaçado.

De acordo com a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), o grupo controlava pelo menos duas dezenas de páginas em redes sociais que se passavam por sites de informações. Esses sites serviam como “instrumento para a prática de extorsão”. Entre os alvos das chantagens, estão deputados federais e estaduais. Além de prefeitos e vereadores de diversas cidades da Baixada Fluminense e Costa Verde. O caso começou a ser investigado há alguns meses após parlamentares procurarem a Polícia Civil e denunciarem as chantagens.

As acusações contra o grupo são de extorsão, delitos contra a honra falsidade ideológica e uso de documentos falsos. O mandados foram expedidos pela 1ª Vara Especializada da Comarca da Capital para endereços ligados a seis integrantes da quadrilha. De acordo com a denúncia, Igor Patrick de Souza é o chefe do grupo. Há um mandado de prisão contra ele.

Igor mora no bairro Jardim 25 de agosto, em Duque de Caxias. Pouco antes das 5h50 agentes da Civil e do MP chegaram à casa dele, que não encontrado. A operação tem apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do estado (MPRJ).

Os outros integrantes do grupo são Felipe Dias Dodó, Andressa Aline Pimentel de Carvalho, Rodrigo Menezes de Vasconcellos, Danyella Jesus da Silva e Sinaria de Carvalho da Silva. A quadrilha atua por meio de duas empresas: a Folha de Caxias e a Informarketing Publicidade.

Ao lado das investigações, descobriu-se que a organização criminosa atuava de forma empresarial. Quando um político não aceitava pagar por propaganda na falsa página de notícias de sua cidade, era alvo de constantes ataques baseados em fake news. As falsas páginas de notícias usadas nos crimes iam de Magé, na Baixada, até Paraty na Costa Verde. O bando tinha atuação intensa nos municípios da Baixada.

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