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Petrobras amplia prazo de investigação sobre Pasadena

A conclusão da comissão interna que apura irregularidade na estatal foi adiada em 30 dias


	Tanques para armazenar petróleo da Petrobras: o prazo inicial estava marcado para a próxima sexta-feira
 (Pedro Lobo/Bloomberg News)

Tanques para armazenar petróleo da Petrobras: o prazo inicial estava marcado para a próxima sexta-feira (Pedro Lobo/Bloomberg News)

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Da Redação

Publicado em 8 de maio de 2014 às 14h06.

Rio - A Petrobras decidiu adiar em 30 dias a conclusão de sua comissão interna que apura irregularidades na aquisição da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. O prazo inicial estava marcado para a próxima sexta-feira, dia 9.

Segundo o comunicado da companhia, o adiamento foi solicitado pelo coordenador da comissão, mas as razões para o adiamento não são detalhadas.

Na última segunda-feira, o ex-diretor da área Internacional, Nestor Cerveró, foi ouvido pela auditoria e afirmou que não aceita ser responsabilizado sozinho pela polêmica compra, que custou mais de US$ 1,2 bilhão à Petrobras.

Em sua defesa, o ex-diretor afirmou que entregou todos os documentos exigidos pelo Conselho de Administração para avaliar o negócio, que já havia sido aprovado pela Diretoria Executiva e pelas áreas técnica e jurídica da Petrobras.

A companhia, em nota, informa que os resultados da Comissão Interna de Apuração é coordenada pela Auditoria Interna da Petrobras e foi instalada no dia 24 de março.

A empresa informa ainda que irá entregar os resultados da apuração para a Controladoria Geral da União (CGU), Tribunal de Contas da União (TCU) e para o Ministério Público Federal (MPF). O caso também está sendo investigado pela Polícia Federal.

"Informamos que, desde dezembro de 2012, atendemos aos órgãos públicos e aos órgãos de controle (Controladoria-Geral da União, Tribunal de Contas da União, Ministério Público, Comissão de Valores Mobiliários e Requerimentos de Informação de Parlamentares), fornecendo informações e documentos sobre o processo de compra da Refinaria de Pasadena", diz a nota, encaminhada à imprensa.

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