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No Pará, Bolsonaro defende PM por massacre em Carajás

Jair Bolsonaro defendeu policiais presos pela morte de 19 trabalhadores rurais sem-terra ocorrido em abril de 1996 na região

O candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 14 de julho de 2018 às 09h34.

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Marabá e Eldorado do Carajás - Em visita a Eldorado dos Carajás, no sudoeste do Pará, o pré-candidato ao Planalto pelo PSL, Jair Bolsonaro, defendeu nesta sexta-feira, 13, os policiais presos pela morte de 19 trabalhadores rurais sem-terra ocorrido em abril de 1996 na região.

Bolsonaro foi até a Curva do S, um trecho da BR-155, em Eldorado dos Carajás, onde os sem-terra foram mortos, dez com tiros à queima-roupa, por policiais militares comandados pelo coronel Mário Pantoja, condenado a 228 anos de prisão.

"Quem tinha que estar preso era o pessoal do MST (Movimento dos Sem Terra), gente canalha e vagabunda. Os policiais reagiram para não morrer", disse Bolsonaro, em frente a troncos de castanheiras queimados que marcam o local exato do massacre. Um grupo de policiais que acompanhava o discurso aplaudiu.

A passagem de Bolsonaro pelo Pará é marcada pela crítica à luta da terra. Na noite anterior, em jantar para uma plateia de produtores rurais e policiais, em Marabá, Bolsonaro disse que, se eleito, vai tirar o Estado do "cangote" dos ruralistas, "segurar" as multas ambientais e aumentar a repressão a movimentos do campo.

"Não vai ter um canalha de fiscal metendo a caneta em vocês", disse o pré-candidato. "Direitos humanos é a pipoca, pô."

O presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antonio Nabhan Garcia, discursou antes do presidenciável.

"Bolsonaro, aqui o recado da classe produtora é direto: procuramos um presidente que não nos atrapalhe e não nos persiga", disse. "Quando o senhor se tornar presidente, vê o que fará com essa gente da Funai, do Ibama, do Ministério Público, que não respeita a propriedade privada."

Índios

Ainda nesta sexta-feira, Bolsonaro foi para a cidade vizinha de Parauapebas. Em frente a uma portaria do Complexo de Carajás, uma maiores regiões mineradores do país, ele discursou ao lado de uma família de índios da região.

"Os índios e os afros são brasileiros como nós", disse. "Eles não querem ser latifundiários, mas cidadãos. Se quiserem arrendar suas terras, vão arrendar. Se quiserem vender, vão poder vender." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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