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Ministro do STF aceita novas acusações contra Eduardo Cunha

Na decisão, o ministro também concedeu prazo de 30 dias para a defesa do presidente da Câmara se manifestar


	Eduardo Cunha: desde o início das investigações, presidente da Câmara diz que não recebeu propina e não tem contas no exterior
 (Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)

Eduardo Cunha: desde o início das investigações, presidente da Câmara diz que não recebeu propina e não tem contas no exterior (Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)

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Da Redação

Publicado em 29 de outubro de 2015 às 19h53.

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Brasília - O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou hoje (29) pedido do Procuradoria-Geral da República (PGR) para juntar novas acusações contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao inquérito que o parlamentar responde na Corte.

Na decisão, o ministro também concedeu prazo de 30 dias para a defesa de Cunha se manifestar.

No dia 15 de outubro, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou ao STF os depoimentos de delação premiada do empresário Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, um dos investigados na Operação Lava Jato. 

Em um dos depoimentos, Baiano confirmou que Cunha recebeu US$ 5 milhões em um contrato de navios-sonda da Petrobras. As declarações foram anexadas à denúncia apresentada em agosto contra o presidente da Câmara.

Desde o início das investigações, Cunha diz que não recebeu e não tem contas no exterior. Em outro inquérito em tramitação no Supremo, o presidente da Câmara é acusado de ter contas na Suíça que não foram declaradas à Receita Federal.

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